Programa VAMOS: instrumentos para medida de atividade física, alimentação e antropometria

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2020v22e58256

Palavras-chave:

Alimentação saudável, Antropometria, Atividade física

Resumo

Objetivou-se indicar instrumentos para mensurar a efetividade do programa Vida Ativa Melhorando a Saúde – VAMOS, na atividade física (AF), alimentação e antropometria. Foram selecionados 56 participantes para atuar como analistas nas diferentes etapas de trabalho: 1) revisão sistemática, 2) grupos de consenso, 3) análise dos instrumentos selecionados, 4) grupo focal. Foram selecionadas medidas de avaliação da atividade física, alimentação e antropometria, considerando sua aplicabilidade, viabilidade e baixo custo, para serem aplicados no programa VAMOS nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Etapa 1: a revisão sistemática da literatura e seleção dos instrumentos mais utilizados para avaliar AF, alimentação e antropometria, organizando uma matriz a partir dos critérios estabelecidos.Etapa 2: grupos de consenso realizaram a escolha dos principais instrumentos constantes da matriz, excluindo os dois menos viáveis. Etapa 3: especialistas das cinco regiões do Brasil selecionaram os principais instrumentos constantes da matriz, excluindo os dois menos viáveis. Etapa 4: o grupo focal estabeleceu os instrumentos que eram mais viáveis para utilização nas UBS.Os instrumentos selecionados para verificar a efetividade na atividade física foram o IPAQ versão curta e o pedômetro, para a alimentação o questionário VIGITEL, para a antropometria massa corporal, estatura, perímetro da cintura e índice de massa corporal. O processo técnico e científico realizado permite afirmar que o programa VAMOS deve utilizar os instrumentos citados para mensurar a efetividade dentro dos critérios aplicabilidade, viabilidade e baixo custo.

Referências

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde, 2011.

Malta DC, Silva MMA, Albuquerque GM, Amorim RCA, Rodrigues GBA, Silva TS, et al. Política Nacional de Promoção da Saúde, descrição da implementação do eixo atividade física e práticas corporais, 2006 a 2014. Rev Bras Ativ Fís Saúde 2014;19(3):286-299.

Benedetti TRB, Schwingel A, Gomez LSR, Chodzko-Zajko, W. Programa “VAMOS” (Vida Ativa Melhorando a Saúde): da concepção aos primeiros resultados. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2012;14(6):723-737.

Glasgow RE, Vogt TM, Boles SM. Evaluating the public health impact of health promotion interventions: the RE-AIM framework. Am J Public Health 1999;89(9):1322-1327.

Almeida FA, Brito FA, Estabrooks PA. Modelo RE-AIM: Tradução e Adaptação cultural para o Brasil. Rev Fam Ciclos Vida Saúde Contexto Soc2013;1(1):6-16.

Borges LJ. Influência de um programa de exercício físico na saúde mental e na aptidão funcional de idosos usuários dos Centros de Saúde de Florianópolis. [Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-graduação em Educação Física] Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina; 2009.

Silva MC. Instrumentos para medida de atividade física, alimentação e antropometria no programa Vida Ativa Melhorando a Saúde – VAMOS: opiniões dos especialistas e multiplicadores. [Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Educação Física]. Florianópolis (SC): Universidade Federal de Santa Catarina; 2017.

Bardin L. Análise de conteúdo. São Paulo: Ed. 70; 2011.

Campos, R. T. O, Miranda L, Gama CAP, Ferrer AL, Dias AR, Gonçalves L, et al. Oficinas de construção de indicadores e dispositivos de avaliação: uma nova técnica de consenso. Estud Pesqui Psicol 2010;10(1):221-241.

Lima SAV, Silva MRF, Carvalho EMF, Cesse EAP, Brito ESV, Braga, JPR. Elementos que influenciam o acesso à atenção primária na perspectiva dos profissionais e dos usuários de uma rede de serviços de saúde do Recife. Physis Rev Saúde Colet 2015;25(2):635-656.

Colpani V, Oppermann, K, Spritzer PM. Association between habitual physical activity and lower cardiovascular risk in premenopausal, perimenopausal, and postmenopausal women: a population-based study. Menopause 2013;20(5):525-18 531.

Colpani V, Spritzer PM, Lodi AP, Dorigo GG, Miranda IAS, Hahn LB, et al. Atividade física de mulheres no climatério: comparação entre auto-relato e pedômetro. Rev Saúde Pública 2014;48( 2):258-265.

Hall S, Broad M, Corry K, Duncan M. 10,000 Steps Working Paper Series, Paper 18: Awareness of the 10,000 Steps Program across Queensland. Rockhampton: CQ University; 2014.

Craig CL, Marshall AL, Sjöström M, Bauman AE, Booth ML, Ainsworth BE, et al. International physical activity questionnaire: 12-country reliability and validity. Med Sci Sports Exerc 2003;35(8):1381-1395.

Benedetti TB, Mazo GZ, Barros MVG. Application of the international physicalactivity questionnaire (IPAQ) for evaluation of elderly women: concurrent validityand test-retest reprodutibility. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum2004;12(1):25-34.

Benedetti TRB, Antunes PC, Rodrigues-Añez CR, Mazo GZ, Petroski EL.Reprodutibilidade e validade do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) em homens idosos. Rev Bras Med Esporte 2007, 13(1): 11-16.

Fracolli LA, Gomes MFP, Nabão FRZ, Santos MS, Cappellini VK, Almeida ACC. Instrumentos de avaliação da Atenção Primária à Saúde: revisão de literatura e metassíntese. Ciênc Saúde Colet 2014; 19(12):4851-4860.

Fisberg RM, Marchioni DML, Colucci ACA. Avaliação do consumo alimentar e da ingestão de nutrientes na prática clínica. Arq Bras Endocrinol Metabol 2009;53(5):617-24.

Menezes MC, Horta PM, Santos LC, Lopes ACS. Avaliação do consumo alimentar e de nutrientes no contexto da atenção primária à saúde. Ceres: Nutr Saúde 2011;6(3):175-190.

Ministério da Saúde. VIGITEL Brasil 2006. Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre freqüência e distribuição sócio-demográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2006. Brasília: Ministério da Saúde; 2007.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Promoção da Saúde: PNPS: revisão da Portaria MS/GM nº 687, de 30 de março de 2006 Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

Mendes LL, Campos SF, Malta DC, Bernal RTI, Sá NNB, Velásquez-Meléndez G. Validade e reprodutibilidade de marcadores do consumo de alimentos e bebidas de um inquérito telefônico realizado na cidade de Belo Horizonte (MG), Brasil. Rev Bras Epidemiol 2011;14(1):80-89.

Ferreira AD, César CC, Malta DC, Andrade ACS, Ramos CGC, Proietti FA, et al. Validade de estimativas obtidas por inquérito telefônico: comparação entre VIGITEL 2008 e Inquérito Saúde em Beagá. Rev Bras Epidemiol 2011;14(1):16-30.

França CJ, Carvalho VCHS. Estratégias de educação alimentar e nutricional na Atenção Primária à Saúde: uma revisão de literatura. Saúde Debate 2017; 41(114):932-948.

Petroski EL. Antropometria: Técnicas E Padronizações. Jundiaí: Fontoura, 2011.

Ferreira MCS, Negri F, Galesi LF, Detregiachi CRP, Oliveira MRM. Monitoramento nutricional em unidades de atenção primária à saúde. Rev Assoc Bras Nutr 2017; 8(1):37-45.

Sá TH, Velardi M, Florindo AA. Limites e potencialidades da educação dos trabalhadores de saúde da família para promoção da atividade física: uma pesquisa participativa. Rev Bras Educ Fís Esporte 2016;30(2):417-426.

Lopes AS, Vilar RLA, Melo RHV, França RCS. O acolhimento na Atenção Básica em saúde: relações de reciprocidade entre trabalhadores e usuários. Saúde Debate 2015; 39(104):114-123.

Soratto J, Pires DEP, Trindade LL, Oliveira JSA, Forte ECN, Melo TP. Insatisfação no trabalho de profissionais da saúde na estratégia saúde da família. Texto Contexto Enferm 2017;26(3):1-11.

Miclos PV, Calvo MCM, Colussi CF. Avaliação do desempenho das ações e resultados em saúde da atenção básica. Rev Saude Publica 2017; 51:86.

Downloads

Publicado

2020-06-24

Edição

Seção

Artigos Originais