Efeito da idade relativa na antropometria, maturação biológica e desempenho em jovens futebolistas
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2015v17n3p257Resumo
O estudo teve como propósito investigar a presença do efeito da idade relativa e a influência do quartil de nascimento na antropometria, maturação biológica e desempenho físico e técnico de jovens futebolistas. Foram amostrados 119 futebolistas do sexo masculino, sendo 74 da categoria infantil (sub-15) e 45 da categoria juvenil (sub-17). A data de nascimento dos atletas foi dividida em quatro quartis. Foram avaliadas a massa corporal, a estatura e as dobras cutâneas. A maturação biológica foi acedida através da idade esquelética, pelo método de Fels. O desempenho físico incluiu testes de força de membros inferiores, velocidade, resistência aeróbica e potência anaeróbica. O desempenho técnico foi avaliado pelas provas de controle da bola, condução da bola e precisão de chute. No geral, 65,5% dos futebolistas nasceram no primeiro semestre do ano (c2=8,069, p=0,04), porém, na análise por categoria, não houve diferença significante na distribuição das datas de nascimento por quartil quando comparado com a população de referência (sub-15: c2=6,322, p=0,10; sub-17: c2=2,339, p=0,50). A MANCOVA não revelou diferenças significantes entre os quartis na antropometria, maturação biológica e desempenho físico e técnico em ambas as categorias competitivas. Estes resultados sugerem que existe maior proporção de jovens futebolistas brasileiros nascidos nos primeiros meses do ano, mas que o EIR não constitui necessariamente uma vantagem sob o ponto de vista antropométrico, físico e técnico. Os processos individuais de maturação biológica devem ser considerados pelos técnicos na seleção dos atletas.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor. Os autores concedem os direitos de primeira publicação à RBCDH, sendo a obra simultaneamente licenciada sob a Licença Creative Commons (CC BY) 4.0 Internacional.
Os autores estão autorizados a celebrar contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (por exemplo, publicação em repositório institucional, em site pessoal, publicação de tradução ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
