Efeito da idade relativa e sua relação com as características morfológicas e de desempenho em jovens futebolistas.
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2015v17n3p367Resumo
No futebol, o ‘efeito da idade relativa’ foi encontrado tanto em jogadores adultos quanto em jovens. O ‘efeito da idade relativa’ parece ser mais pronunciado em esportes de elite, provavelmente, pela necessidade de selecionar os melhores jogadores para competir em nível internacional. Revisamos: (1) a prevalência do ‘efeito da idade relativa’ em jogadores de futebol, (a) considerando o nível competitivo (b) e a posição específica e (2) a associação entre o ‘efeito da idade relativa’ (a) sobre as características antropométricas, (b) componentes da aptidão física e habilidades técnicas. Um total de doze estudos preencheram todos os critérios de inclusão para esta revisão. Um ensaio (meta análise) foi incluído após o processo de elegibilidade. O total de 77675 jovens futebolistas foi analisado. Em todos os estudos, um nível de significância de 0.05 foi estabelecido para o erro tipo I. É consenso na literatura a presença de um EIR no futebol masculino, sendo a porcentagem de jogadores nascidos no primeiro trimestre do ano de seleção alta para os profissionais, com valores de pico encontrados para os jovens de elite, e que ao longo da representação regional e escolar se evidencia um grande decréscimo. Para posição específica, a relação com EIR é controversa dado aos poucos estudos. É provável que os jogadores nascidos no primeiro trimestre do ano de seleção diferem em uma série de medidas antropométricas e aptidão física, em comparação com os pares que nascem no último semestre. Os pesquisadores precisam entender os mecanismos pelos quais o ‘efeito da idade relativa’ aumenta e diminui, para reduzir e eliminar esta desigualdade social que influencia as experiências dos atletas, especialmente, em períodos de desenvolvimento. É necessária a intervenção organizacional e prática.
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