Superioridade numérica altera a demanda física de jogadores de Futebol durante Pequenos Jogos
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2015v17n3p269Resumo
Utilizam-se Pequenos Jogos no treinamento de atletas de Futebol para vivência de demandas físicas e técnicas em um contexto tático próximo ao jogo formal. Neles manipulam-se diferentes configurações, como o número de jogadores, i.e. 3vs.3 e 4vs.4. Contudo, o jogo formal apresenta situações no campo de jogo nas quais as relações entre os jogadores são desbalanceadas e pouco investigadas em Pequenos Jogos. Neste estudo, comparou-se a demanda física em Pequenos Jogos nas estruturas 3vs.3, 4vs.3 e 3vs.3+2. Dezoito jovens atletas de Futebol do sexo masculino participaram do estudo. Obtiveram-se dados referentes à distância percorrida, distâncias em intervalos de intensidade e o perfil de acelerações a partir de um equipamento de GPS de 15Hz com acelerômetro triaxial de 100Hz. Coletaram-se dados em 36 Pequenos Jogos, sendo que cada sessão de coleta compreendeu duas séries de quatro minutos com quatro minutos de pausa passiva. Analisaram-se os dados a partir do teste de normalidade de Shapiro-Wilk e da ANOVA One-way de medidas repetidas para comparação entre os protocolos e teste t pareado para comparação do perfil motor dos jogadores adicionais e regulares. Observou-se redução na demanda física nos Pequenos Jogos praticados na configuração 4vs.3, com menor distância percorrida, maior distância em menor intensidade e menores distâncias em intensidades superiores, bem como uma similar redução na comparação de jogadores adicionas e regulares. Conclui-se que se alterou a demanda física dos jogadores a partir da inclusão de jogadores adicionais, o que permite aos treinadores ajustarem a configuração da sessão de treino às intencionalidades do treino.
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