A influência do controle subjetivo de intensidade sobre fadiga percebida e lactato capilar em duas formas de treinamento resistido
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2015v17n3p309Resumo
A percepção subjetiva de esforço (PSE) é um método utilizado para controlar a intensidade no treinamento resistido (TR). Porém há escassez de estudos que comparam respostas fisiológicas e perceptivas agudas entre formas distintas de TR. O estudo teve como objetivo comparar as respostas agudas de lactato (LAC) e fadiga percebida (FAD) entre treinamento resistido manual (TRM) e TR com pesos livres (TRPL) com intensidades controladas por PSE, bem como observar a correlação entre LAC e FAD nas duas intervenções. Participaram 14 homens (40,29+8,63 anos, IMC = 26,53+5,24 Kg/m²) previamente não treinados que foram submetidos a sessões únicas de TRM e TRPL, com intensidade controlada por PSE (entre 5 e 7). LAC e FAD foram analisados nos momentos pré-teste e pós-teste. Para análise dos dados, utilizou-se análise de variância com medidas repetidas e post-hoc de Bonferroni. Adotou-se nível de significância de 5% (P ? 0,05). O tamanho do efeito (ES) foi calculado para analisar a magnitude das respostas e o coeficiente de correlação linear de Pearson para verificar associação entre LAC e FAD. Ambas as intervenções aumentaram LAC no período pós-teste em relação ao pré-teste, porém o aumento foi maior no TRM. A FAD aumentou no período pós-teste em relação ao pré-teste, em ambos os protocolos, sem diferença entre eles. No entanto, o ES foi maior para o TRM. A correlação entre FAD e LAC foi moderada em três das quatro avaliações. Foi possível concluir que na mesma zona de intensidade na PSE pode representar respostas fisiológicas diferentes entre duas formas distintas de TR, portanto, a utilização da PSE para controle de intensidade, nessas condições, deve ser vista com cautela.
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