Respostas fisiológicas e biomecânicas de nadadores em diferentes intensidades de nado

Autores

  • Roberta Gabriela Oliveira Gatti Mestranda em Ciência do Movimento Humano no CEFID/UDESC
  • Sebastião Iberes Lopes Melo Prof. Dr. Laboratório de Biomecânica do CEFID/UDESC

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Natação, Performance, Limiar anaeróbico <p> Swimming, Anaerobic threshold

Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar as respostas fisiológicas e biomecânicas de nadadores em diferentes intensidades de nado. A amostra, intencionalmente escolhida, foi composta por sete atletas que possuíam índices de participação em campeonato brasileiro absoluto. Foi utilizada como tarefa de estudo uma série de 8x200 metros nado livre com velocidades de 80%, 85%, 90%, 95% e 100% do percentual de esforço de cada nadador. Como instrumento utilizou-se uma filmadora 60Hz e um lactímetro da Accusport mMol. No tratamento estatístico fez-se uso da estatística descritiva, análise de variância (ANOVA), “post-hoc” Tukey e correlação de Spearman, todos com nível de significância de 95%. Buscou-se com a análise estatística identificar as diferenças entre os atletas para as variáveis lactato sanguíneo, frequência de braçada (FB) e dimensão de braçada (BR) nas diferentes intensidades. A partir dos resultados pode-se constatar que os atletas apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre as intensidades de esforço, tanto nas respostas fisiológica quanto na biomecânica da técnica de nado, situação observada, principalmente, em níveis acima de 95% de esforço. Constatou-se também alta correlação entre as variáveis lactato com freqüência de braçada, e com o comprimento da braçada, e da freqüência de braçada com o comprimento de braçada, sendo as duas últimas inversas, indicando que a série utilizada foi adequada para analisar respostas fisiológica e biomecânica em nadadores. Os resultados possibilitaram concluir que com o aumento da intensidade há necessidade de ajustes mecânicos para que os atletas possam suportar diferentes velocidades. Também foi possível estabelecer a velocidade de nado ideal para cada zona energética, fornecendo subsídios para técnicos e atletas treinarem as variáveis velocidade e técnica de nado dentro das zonas energéticas específicas.

Biografia do Autor

Roberta Gabriela Oliveira Gatti, Mestranda em Ciência do Movimento Humano no CEFID/UDESC

Mais informações:
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Sebastião Iberes Lopes Melo, Prof. Dr. Laboratório de Biomecânica do CEFID/UDESC

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Currículo Lattes

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Publicado

2004-05-24

Edição

Seção

Artigos Originais