O trabalho informal de fabricantes de pranchas de surfe: uma análise das condições de saúde e trabalho
DOI:
https://doi.org/10.1590/%25xResumo
O trabalho informal tem sido uma saída para milhares de brasileiros que buscam alternativas para continuar a garantir seu sustento e o de sua família. Estes quando migram para o setor informal geralmente o fazem sem conhecer os riscos físicos e ergonômicos desta atividade. Nesse estudo os principais objetivos foram: 1) descrever o perfil do fabricante de pranchas de surfe (que eram proprietários do próprio negócio e que estavam na informalidade há mais de dois anos); 2) analisar a situação real de trabalho (ambiente físico e organizacional) e 3) identificar os possíveis riscos ergonômicos. Para coleta de dados foram utilizados um questionário acompanhado de entrevista semi-estruturada e a análise ergonômica do trabalho (AET) conforme instruções do Laboratório de Ergonomia e Estudos do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina. Fizeram parte do estudo nove fabricantes de pranchas de surfe (shapers) da cidade de Florianópolis, Santa Catarina. Os principais resultados apontam para shapers todos homens, com tempo nesta ocupação entre 4,7 a 24,9 anos. Quase todos foram atletas de surfe, mas ainda eram praticantes da modalidade de forma recreativa. No quesito saúde apenas um deles fazia visita preventiva ao médico; e dois shapers tiveram que se afastar do trabalho devido a acidente no trabalho. No quesito condições de trabalho o ruído mostrou ser o principal risco físico nos ambientes estudados.Publicado
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Copyright (c) 2006 José de Fátima Juvêncio, Maria de Fátima da Silva Duarte

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