Atividade física, IMC e risco metabólico em adolescentes portugueses
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2016v18n1p103Resumo
Tem-se verificado, nas últimas décadas, uma redução substancial nos níveis de atividade física (AF), com o consequente aumento da prevalência de sobrepeso/obesidade e fatores de risco metabólico entre jovens. O presente estudo teve por objetivos identificar os níveis de AF e as prevalências de sobrepeso/obesidade e risco metabólico, e associar o índice ponderal com os níveis de AF e risco metabólico em jovens portugueses. A amostra foi composta por 212 jovens portugueses (12-16 anos). Estatura e peso foram mensurados. AF foi estimada a partir do recordatório de 3 dias de Bouchard e pelo uso do pedômetro (durante 5 dias). Os indicadores de risco metabólico considerados foram: glicose, triglicerídeos, HDL-colesterol, tensão arterial sistólica e perímetro da cintura. Os sujeitos foram classificados consoante índice ponderal a partir do índice de massa corporal, enquanto que o estatuto maturacional foi estimado a partir do offset maturacional. Score contínuo de risco metabólico (zRM) foi calculado, e a AF foi dividida em tercis. Os testes estatísticos utilizados foram o Qui-quadrado, teste t independente e ANOVA, as análises foram conduzidas no SPSS 18.0 e WinPepi (p<0,05). Observou-se uma prevalência moderada a elevada de sobrepeso/obesidade e HDL-colesterol, uma elevada prevalência de risco para tensão arterial, e níveis de AF baixos a moderados entre jovens portugueses. A relação entre índice ponderal e zRM mostrou que adolescentes obesos apresentam maior zRM comparativamente aos adolescentes normoponderais ou com sobrepeso. Incrementos nos níveis de AF e redução da prevalência de sobrepeso/obesidade podem ter um papel relevante na redução de fatores de risco metabólico.
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