Efeitos da dor crônica em atletas de alto rendimento em relação ao esquema corporal, agilidade psicomotora e estados de humor
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2008v10n2p214Resumo
O esquema corporal (EC) é a capacidade de reconhecer as partes e dimensões do corpo de olhos fechados. Hiperesquematia e hipoesquematia são alterações dessa percepção. A presença e a intensidade de uma dor crônica podem interferir no EC e também alterar os estados de humor. Avaliamos o EC de atletas de alto rendimento (homens e mulheres), com dor crônica, de modo a identifi car os efeitos da dor na agilidade motora e nos estados de humor. Trinta e seis sujeitos foram divididos em dois grupos: 1) ativos, sem dor (n=20) e 2) atletas com dor crônica (n=16). Para avaliar o EC utilizamos o Procedimento de Marcação do Esquema Corporal (IMP) e o Aparato Cinestésico de Estimativa de Largura Corporal (KSEA). A quantidade de pontos dolorosos foi avaliada por meio da digitopressão, a agilidade motora pelo teste de Grooved Pegboard e os estados de humor pelo teste POMS. O EC dos grupos mostrou hipoesquematia para a altura e hiperesquematia para a largura dos demais segmentos, principalmente a cintura. O grupo com dor apresentou diferença signifi cativa entre os sexos: os homens apresentaram maior percepção da largura entre os ombros e a cintura; as mulheres entre os trocânteres. O KSEA mostrou hiperesquematia em todos os segmentos corporais no grupo sem dor, e o grupo com dor hipoesquematia (exceto para a largura da cintura). A quantidade de pontos dolorosos não foi diferente entre os grupos. A agilidade motora foi maior nas mulheres com dor. Com relação á saúde mental os homens com dor apresentaram prevalência de fadiga e confusão enquanto as mulheres a raiva. Concluímos que a dor crônica não interferiu no esquema corporal, nos estados de humor assim como não diminui o desempenho motor dos atletas de alto rendimento deste estudo.Publicado
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