Estratégia Saúde da Família: Aptidão física de usuários de postos de saúde de uma cidade de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2025v27e97169Palavras-chave:
Comportamento Sedentário, Aptidão Cardiorrespiratória, Sistema Único de Saúde, Doenças não Transmissíveis, Fatores de Risco CardiometabólicoResumo
O objetivo do estudo foi avaliar o nível de atividade física e a aptidão física de usuários de programas de Estratégia Saúde da Família da cidade de Divinópolis-Minas Gerais, que não possuem profissionais de Educação Física. Participaram 390 usuários de programas Estratégia Saúde da Família (145 homens e 245 mulheres), com idade entre 18 e 60 anos. Foram avaliados quanto: ao nível de atividade física e aspectos de saúde, medidas antropométricas, composição corporal, testes de aptidão física: flexibilidade (sentar e alcançar), resistência muscular (abdominal e flexão de braço), e aptidão cardiorrespiratória. Dos participantes, 71% praticam atividades físicas, bons níveis de flexibilidade e resistência muscular, no entanto, apresentaram baixa aptidão cardiorrespiratória. Em relação a composição corporal, os homens apresentaram maior nível de massa livre de gordura e menor gordura corporal em comparação com as mulheres. Além disso, 25% estão classificados com obesidade, 46% possuem doenças crônicas e 29% são sedentários ou irregularmente ativos, 63% já receberam indicações para realizar algum exercício físico nos postos de saúde, e 99% entendem a importância e necessidade do profissional de Educação Física nos programas. Os usuários são praticantes de atividade física, mas possuem baixo nível de aptidão cardiorrespiratória e composição corporal, o que pode ser a falta de exercício físico programado. Pois, apesar dos usuários receberem orientações para a prática de atividade física, compreendem a necessidade da presença do profissional de Educação Física nos programas para a realização de exercício físico.
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