Morte por aborto clandestino na imprensa: Jandira, Elizângela e Operação Herodes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Aborto, Direitos Humanos, Operação Herodes, Imprensa

Resumo

No período pré-eleitoral de 2014, as mortes de duas mulheres do Grande Rio de Janeiro que se submeteram a procedimentos de aborto clandestino, Jandira e Elizângela, alcançaram grande repercussão na imprensa. A resposta do Estado foi o desencadeamento da Operação Herodes contra clínicas de aborto clandestino no Rio de Janeiro. O artigo analisa a cobertura na imprensa durante os meses de setembro, outubro e novembro por meio de clipagem sistemática no jornal O Globo. Fez-se busca no período de discursos proferidos no Congresso Nacional (Câmara de Deputados e o Senado), e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O artigo analisa as representações na cobertura jornalística sobre principais atores envolvidos (as mulheres, suas famílias, profissionais das clínicas de aborto clandestino, o aparato repressivo) e as referências a direitos humanos que surgem nas matérias.

Biografia do Autor

Naara Luna, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, Brasil

Naara Luna é antropóloga com doutorado e pós-doutorado em Antropologia pelo PPGAS, Museu Nacional, UFRJ e é professora do PPGCS e DCS da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). É autora de Provetas e Clones: Uma Antropologia das Novas Tecnologias Reprodutivas e de diversos artigos com abordagem antropológica sobre novas tecnologias reprodutivas, clonagem, células-tronco, aborto. Suas áreas de interesse são: Natureza e Cultura, Antropologia da Pessoa, do Corpo e da Saúde, Antropologia do Parentesco - gênero, família e sexualidade, Antropologia da Ciência, Antropologia da Religião,  e a relação entre direitos humanos, religião e questões éticas. 

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Publicado

2017-10-23

Edição

Seção

Artigos