Feminismo e narrativa nacional no Brasil e em Portugal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Palavras-chave:

Gênero, Feminismo, Nacionalismo, Literatura de Autoria Feminina, Júlia Lopes de Almeida, Ana de Castro Osório

Resumo

O artigo tem como objetivo discutir a participação de escritoras feministas nas narrativas nacionais das primeiras décadas do século XX no Brasil e em Portugal, fazendo algumas interseções entre elas. Para tanto, restringi a análise às representações de gênero e de nação, construídas pela portuguesa Ana de Castro Osório e pela brasileira Júlia Lopes de Almeida nos romances epistolares Mundo Novo (1930) e Correio da Roça (1913), respectivamente. Argumento que, ao contrário da perspectiva masculina mais hegemônica de representar a
nação que tende a instituir um modelo de domesticação e submissão feminina, essas escritoras
construíram uma representação de nação associando o progresso desta à emancipação e
independência femininas.

Biografia do Autor

Cláudia J. Maia, Universidade Estadual de Montes Claros

Professora adjunta do Departamento de História da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes); coordenadora do Grupo de Pesquisa Gênero e Violência (CNPq). Doutora em História pela UnB (2007) com período sanduíche na École des Hautes Études en Sciências Sociales (Paris); pós-doutorado na Universidade Nova de Lisboa com período na Université de Nice Sophia Antipolis.

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Publicado

2017-10-23

Edição

Seção

Artigos