Uma política feminista da ambivalência: lendo com Emma Goldman

Clare Hemmings

Resumo


A teoria feminista confronta mundialmente no presente momento – talvez como
sempre tenha feito – uma série de profundos desafios. Por um lado, a consciência de
desigualdades sexuais e de gênero parece alta; por outro, a cooptação do feminismo por
agendas nacionalistas ou de extrema direita é frequente. Por um lado, aumentam os movimentos sociais feministas, e por outro há uma continuada supremacia do feminismo hegemônico e uma resistência a intervenções interseccionais não binárias. Se adicionarmos o colapso da esquerda face aos movimentos radicais como os que embasaram o Brexit e Trump (e a frequente acusação ao feminismo de ter fragmentado a esquerda) fica difícil saber o que argumentar, com quem e para quê. Diante desse quadro, fica-se tentada a responder com um feminismo dogmático ou singular, ou insistir na necessidade de uma plataforma compartilhada, clara e precisa. Quero argumentar, no entanto, – com Emma Goldman (ativista anarquista que morreu em 1940) como guia – que pode ser politicamente produtivo abraçar e teorizar a incerteza, e mesmo a ambivalência, com relação à igualdade de gênero e ao feminismo.


Palavras-chave


Feminismo; Ambivalência; Emma Goldman

Texto completo:

PDF/A (English)


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

 Licença Creative Commons
A Revista Estudos Feministas está sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional

 

Rev. Estud. Fem., ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.