Uma política feminista da ambivalência: lendo com Emma Goldman

Autores

  • Clare Hemmings London School of Economics and Political Science

DOI:

https://doi.org/10.1590/%25x

Resumo

A teoria feminista confronta mundialmente no presente momento – talvez como
sempre tenha feito – uma série de profundos desafios. Por um lado, a consciência de
desigualdades sexuais e de gênero parece alta; por outro, a cooptação do feminismo por
agendas nacionalistas ou de extrema direita é frequente. Por um lado, aumentam os movimentos sociais feministas, e por outro há uma continuada supremacia do feminismo hegemônico e uma resistência a intervenções interseccionais não binárias. Se adicionarmos o colapso da esquerda face aos movimentos radicais como os que embasaram o Brexit e Trump (e a frequente acusação ao feminismo de ter fragmentado a esquerda) fica difícil saber o que argumentar, com quem e para quê. Diante desse quadro, fica-se tentada a responder com um feminismo dogmático ou singular, ou insistir na necessidade de uma plataforma compartilhada, clara e precisa. Quero argumentar, no entanto, – com Emma Goldman (ativista anarquista que morreu em 1940) como guia – que pode ser politicamente produtivo abraçar e teorizar a incerteza, e mesmo a ambivalência, com relação à igualdade de gênero e ao feminismo.

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Biografia do Autor

Clare Hemmings, London School of Economics and Political Science

Full Professor of the Gender Studies Department of the London School of Economics and Political Science. Her main research interests as feminist theory and studies on sexuality. From the publication of Why Stories Matter: The Political Gramma rof Feminist Theory (Duke University Press, 2011) to her most recent Considering Emma Goldman: Feminist Political Ambivalence & the Imaginative
Archive (Duke University Press, 2018), her major interests has been to investigate how feminist narratives contribute to non-essentialist and intersectional politics.

Publicado

2018-11-28

Como Citar

Hemmings, C. (2018). Uma política feminista da ambivalência: lendo com Emma Goldman. Revista Estudos Feministas, 26(3). https://doi.org/10.1590/%x

Edição

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