JORNADAS DE TRABALHO DE MULHERES E HOMENS EM UM ASSENTAMENTO DO MST

Giovana Ilka Jacinto Salvaro

Resumo


http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2004000100017

Este texto busca discutir a divisão do trabalho em um assentamento coletivo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Santa Catarina, marcado pela proposta de coletivização da terra e dos meios de produção. Nessa forma de organização, busca-se, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo MST, a transformação igualitária e solidária da sociedade, incluindo a construção de novas relações de gênero. O que se observou é que, no cotidiano, mulheres e homens, sujeitos históricos e culturais, apropriam-se desses discursos de gênero, ao mesmo tempo que buscam lidar com as contradições que se apresentam. Entre estas, colocam-se as diferentes jornadas de trabalho que, apoiadas em padrões relacionais fixos, determinam oito horas diárias para os homens na produção e quatro para as mulheres, em função do trabalho doméstico e do cuidado das crianças.


Palavras-chave


assentamento coletivo; relações de gênero; divisão sexual do trabalho; jornadas diárias de trabalho

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2004000100017

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.