Construindo uma política feminista translocal da tradução

Autores

  • Sonia E. Alvarez University of Massachusetts, Amherst

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2009000300007

Palavras-chave:

Tradução, Feminismos transnacionais, Raça/racismo, Feminismos latinoamericanos, Latinas

Resumo

Nosso projeto coletivo Translocalities/Translocalidades: Feminist Politics of Translation in the Latin/a Américas (Políticas Feministas de Tradução na América Latina) explora como discursos e práticas feministas viajam por uma variedade de lugares e direções e acabam se tornando paradigmas interpretativos para a leitura/escrita de questões de classe, gênero, sexualidade, migração, saúde, cidadania, política e circulação de identidades e textos. Sustentamos que a tradução é política e teoricamente indispensável para forjar epistemologias e alianças políticas feministas, antirracistas e pós-coloniais/pós-ocidentais, pois as Américas Latinas – enquanto formação cultural transfronteiriça e não territorialmente delimitada – devem ser entendidas como translocais em dois sentidos. O primeiro sentido que usamos – o de translocalidade – parte de movimentos além das concepções da “política da localização” empregadas pelo feminismo terceiro-mundista estadunidense. Mais do que “migrar” e “se assimilar”, muitas pessoas nas Américas Latinas cada vez mais se movem de um lado para outro entre localidades, entre lugares historicamente situados e culturalmente específicos, ainda que porosos, atravessando múltiplas fronteiras, e não apenas entre nações (como deixa a entender o termo “migração transnacional”, por exemplo). Empregamos a expressão translocal, então, em um segundo sentido, que chamamos de translocalidades, precisamente para capturar esses cruzamentos e movimentos multidirecionais.

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Publicado

2009-09-29

Edição

Seção

Seção Temática