Lutadora, pesquisadora: lugares, deslocamentos e desafios em uma prática investigativa

Autores

  • Fabiana Cristina Turelli Universidade Federal de Santa Catarina
  • Alexandre Fernandez Vaz Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2011000300013

Palavras-chave:

Caratê, Esporte e Gênero, Pertencimento

Resumo

O presente trabalho relata aspectos de uma etnografia realizada em um dojo de caratê, cujo objetivo foi pesquisar a produção e as relações com dor e sofrimento corporal aliadas a afirmações de masculinidade. Não tratamos aqui dos resultados da pesquisa, mas do percurso, das questões que deram forma a ela, considerando uma especificidade: a responsável pelo trabalho de campo é carateca desse dojo e seu movimento de respeitada faixa preta para pesquisadora produziu novas formas de desafio naquele espaço. Problematizamos essa questão tentando demonstrar as dificuldades desse embate que combina um conflito de gênero com a conciliação possível da condição do/a pesquisador/a em relação ao campo do qual faz parte e no qual, inevitavelmente, se conflagra.

Biografia do Autor

Fabiana Cristina Turelli, Universidade Federal de Santa Catarina

Tem graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestrado em Educação pela mesma instituição. É coordenadora pedagógica do Centro de Educação Infantil Giordano Bruno, em Florianópolis, e membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas “Educação e Sociedade Contemporânea”.

 

Alexandre Fernandez Vaz, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Ciências Humanas e Sociais pela Leibniz Universität Hannover, Alemanha, leciona nos Programas de Pós-Graduação em Educação e Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É pesquisador CNPq (Fundamentos da Educação) e coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas “Educação e Sociedade Contemporânea”.

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Publicado

2012-03-19

Edição

Seção

Seção Temática