Feminismo negro: raça, identidade e saúde reprodutiva no Brasil (1975-1993)

Autores

  • Mariana Santos Damasco Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz
  • Marcos Chor Maio Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz
  • Simone Monteiro Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

DOI:

https://doi.org/10.1590/S0104-026X2012000100008

Resumo

Este artigo tem o propósito de investigar as interfaces entre gênero, cor/raça e saúde pública no Brasil, tendo como foco a importância da saúde reprodutiva para a constituição de um feminismo negro no país, entre os anos de 1975 a 1993. O feminismo negro se formou a partir das relações entre as militantes negras e os movimentos feminista e negro. O tema da saúde reprodutiva, com recorte racial, adquiriu importância na década de 1980, a partir de denúncias de esterilizações cirúrgicas entre mulheres negras. O artigo investiga o contexto em que emergiram tais denúncias e a relevância dessas para a formação de uma identidade entre as ativistas negras.

Biografia do Autor

Mariana Santos Damasco, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

É historiadora, mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, e professora na Secretaria Municipal de Educação. 

Marcos Chor Maio, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

É pesquisador, professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de  Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz, e pesquisador CNPq 1 D.

Simone Monteiro, Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz

É pesquisadora em Saúde Pública e chefe do Laboratório de Educação em Ambiente e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz. É doutora em Saúde Pública e bolsista de Produtividade CNPq Nível 2.

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Publicado

2012-05-24

Edição

Seção

Artigos