Feminismo negro: raça, identidade e saúde reprodutiva no Brasil (1975-1993)

Mariana Santos Damasco, Marcos Chor Maio, Simone Monteiro

Resumo


Este artigo tem o propósito de investigar as interfaces entre gênero, cor/raça e saúde pública no Brasil, tendo como foco a importância da saúde reprodutiva para a constituição de um feminismo negro no país, entre os anos de 1975 a 1993. O feminismo negro se formou a partir das relações entre as militantes negras e os movimentos feminista e negro. O tema da saúde reprodutiva, com recorte racial, adquiriu importância na década de 1980, a partir de denúncias de esterilizações cirúrgicas entre mulheres negras. O artigo investiga o contexto em que emergiram tais denúncias e a relevância dessas para a formação de uma identidade entre as ativistas negras.


Palavras-chave


Feminismo; Raça; Saúde Reprodutiva; Identidade social; Racismo

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DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2012000100008

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Revista Estudos Feministas, ISSN 1806-9584, Florianópolis, Brasil.