Romances e canções sefarditas dos séculos XV a XX traduzidos do judeu-espanhol

Autores

  • Márcio Schiefler Fontes

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Tradução, Antologia, Coleção, Romances, Canções, Sefardita, Ladino, Judeu espanhol.

Resumo

Ao traduzir romances e canções sefarditas para o português num exuberante contexto de pesquisa literária, Leonor Scliar-Cabral promove uma notável abertura para o passado brasileiro. Sefarad é o nome da Península Ibérica em hebraico, enquanto sefardim ou sefardita são variantes de adjetivo pátrio relativas aos judeus provenientes da Espanha, que emigraram em virtude da expulsão determinada pelos reis católicos em 1492, falando o ladino ou judeu-espanhol, dotados de rica cultura e trágica história. Tais romances e canções foram traduzidos de textos cantados por Esther Lamandier, à luz da seguinte distinção: os primeiros obedecem a métrica e temática mais rígidas, ao passo que as canções tradicionais apresentam métrica mais variada. Pelo fato de os sefarditas também haverem migrado para o Brasil, há um pedaço da história brasileira irremediavelmente vinculada à saga sefardita, razão pela qual é lícito afirmar haver aqui sensível significado histórico, a par de seu evidente conteúdo literário. Em tal contexto, encontram-se dois aspectos preponderantes: o eminentemente literário, marcado pela riqueza da tradição secular que lhe caracteriza, e o sentimental, à medida que a nostalgia que cerca a alma portuguesa – como indiretamente faz com a alma brasileira – é incrivelmente espelhável na trágica trajetória sefardita.

Biografia do Autor

Márcio Schiefler Fontes

Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003), egresso da Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina (2003). Especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005) e Especialista em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas (2007). Mestre em Estudos da Tradução pelo Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina (2008). Foi assessor do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, nomeado Terceiro Secretário da Carreira Diplomática e Professor Colaborador de Direito Processual Penal na Universidade do Vale do Itajaí. É Juiz de Direito em Santa Catarina.

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Publicado

2006-01-01

Edição

Seção

Artigos