O paradigma dialógico no pensamento ocidental sobre tradução: orquestrando vozes

Autores

  • Ladjane Maria Farias de Souza Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4237.2010n7p76

Palavras-chave:

Estudos da tradução, Paradigma dialógico, Bakhtin, Filosofia do diálogo

Resumo

Segundo Robinson (1991), o pensamento ocidental sobre tradução compreende quatro paradigmas, representados por Agostinho, Lutero, Goethe e Buber/Bakhtin, e definidos com relação a três princípios – dualismo, instrumentalismo e perfeccionismo.Os três primeiros paradigmas já estariam plenamente estabelecidos e o quarto, que o autor chama de “dialógico”, estaria em desenvolvimento. Com o objetivo de contribuir para a discussão sobre a perspectiva dialógica dentro dos estudos da tradução, este artigo adota o mapeamento proposto por Robinson, em especial o quarto paradigma, a fim de nele situar a visão de autores como Pym (2002, 2006), Oittinen (2000) e Kumar e Malshe (2005). O texto aponta algumas lacunas na “perspectiva dialógica” destes autores e propõe uma reflexão sobre o texto traduzido baseada nos tipos de discurso teorizados por Bakhtin.

 

Biografia do Autor

Ladjane Maria Farias de Souza, Universidade Federal de Santa Catarina

Possui Mestrado em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006), Mestrado em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (1992), e Bacharelado em Língua Inglesa pela Universidade Federal de Pernambuco (1988). Atualmente, seus principais interesses de pesquisa são: análise do texto traduzido, tradução e Valoração (Appraisal), Linguística Sistemico-funcional.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos / Articles