Corta-me: Ensaio sobre Tradução

Autores

  • Luís Fernando Protásio Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4237.2014n16p118

Palavras-chave:

tradução e ética, autotradução, teorias da tradução

Resumo

Como o ensaio de um espetáculo cuja estreia está, ainda, por vir, este exercício acompanha, em estilo experimental, a cena da tradução da escritora e tradutora canadense radicada em Paris Nancy Huston. O objetivo é apresentar a genealogia de uma ética que, ao cortar a lógica da repetição alienadora de determinado atributo (o “outro”, a “letra”, a “diferença”...), eleva o intervalo do desejo, transformando-se ela mesma numa tarefa sempre – ainda − por vir.

ABSTRACT

Resembling the rehearsal of a spectacle whose debut is yet to come, this essay follows, in an experimental style, the translation scene of Paris-based Canadian author and translator Nancy Huston. The aim is to exhibit the foundation of an ethics which, by cutting up the logic of an alienating repetition of a given attribute (the so-called “other”, “letter”, “difference”…), enhances the interval of the desire, becoming itself a task always [yet] to come.

Keywords: translation and ethics; selftranslation; becoming.


Biografia do Autor

Luís Fernando Protásio, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Possui graduação em Licenciatura em Letras (Português/Italiano) pela UNESP/Rio Preto (2005), graduação em Tradução e Interpretação (Português/Inglês) pelo Centro Universitário Ibero-Americano (2013), e mestrado em Linguística Aplicada pela UNICAMP (2013). Atualmente cursa doutorado em Linguística Aplicada na UNICAMP na área de Teoria, Prática e Ensino da Tradução, trabalhando com os seguintes temas: teorias da tradução, diálogos entre filosofia, psicanálise e teoria literária e relações entre atos de fala, autotradução e narração. Tradutor profissional no seguimento editorial.

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Publicado

2016-06-23