O diário escondido da Serafina: a hipertextualidade na literatura infantil contemporânea

Autores

  • Elaine Cristina da Silva Martins Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, Brasil
  • Adair de Aguiar Neitzel Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, Brasil
  • Claudia Sueli Weiss Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5007/1807-9288.2015v11n2p91

Palavras-chave:

Hipertexto, Formação De Leitores, Leitura Do Literário, Hipertextualidade

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar as características hipertextuais na literatura infantil. Como corpus de análise, foi escolhido o livro O diário escondido da Serafina. Partiu-se do conceito desenvolvido por Neitzel (2009) de que uma obra hipertextual é aquela que apresenta quatro princípios que cooperam para a sua textualidade múltipla: reversibilidade, rede e nós, interação e engastes. Como resultado, indica-se que os aspectos gráficos (layout) do livro analisado permitem a quebra da linearidade do texto e colaboram para ampliar as possibilidades de entrada do leitor nas suas malhas. Além disso, a grande quantidade de textos espraiados no interior da narrativa também auxilia a produtividade propondo diálogos entre diversos textos, apontando para a construção de um texto plural.

 

Biografia do Autor

Elaine Cristina da Silva Martins, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, Brasil

Doutoranda em Educação pela UNIVALI, Mestre em Educação área de concentração: Educação Cultura, Tecnologia e Processos de Aprendizagem, com os estudos promovidos pelo Grupo de Pesquisa Cultura, Escola e Educação Criadora pela Universidade do Vale do Itajaí. Graduada em Pedagogia pela Universidade do Vale do Itajaí (2003) e especialista em Supervisão Escolar pela AUPEX atua na área da Educação a 20 anos. Tem experiência na área de Educação como professora, tutora e formadora de professores, com ênfase em Educação pelo viés estético e sensível, atuando principalmente nos seguintes temas: mediação cultural, literatura infantil, formação de leitores, narrativas hipertextuais e arte.

Adair de Aguiar Neitzel, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, Brasil

Profa. Dra. Adair de Aguiar Neitzel, Programa de Pós-Graduação em Educação, Coordenadora Institucional PIBID-Univali.

Claudia Sueli Weiss, Universidade do Vale do Itajaí, Itajaí, Brasil

Graduada em Letras Português e Espanhol pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci. Especialista em Educação a Distância: Gestão e Tutoria pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci, Especialista em Metadisciplinaridade em Língua Portuguesa e Inglesa pela FACISA- Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas, Mestranda em Educação pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Referências

BARTHES, R. S/Z - uma análise da novela Sarrasine de Honoré de Balzac. Tradução Léa Novaes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

CALVINO, Í. Se um viajante numa noite de inverno. Tradução Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das letras, 1999.

ECO, U. Obra aberta: forma e indeterminação nas poéticas contemporâneas. 4. reimp. 9. ed. São Paulo: Perspectiva, 2012.

GOMES FILHO, J. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras, 2004.

MARTINS, A. F. Os perfis da literatura de introspecção: o diário em Virgílio Ferreira e a autoria na autoficção. Revista Desassossego, São Paulo, n. 9, p. 125-139, jun. 2013.

NEITZEL, A. de A. O jogo das construções hipertextuais. Florianópolis: Univali, 2009.

PORTO, C. O diário escondido de Serafina. 4. ed. São Paulo: Ática, 1999.

RAMOS, F. B.; ZANOLLA, T. Educação estética pela leitura literária. Contrapontos, Itajaí, v. 12, n. 3, p. 250-258, set./dez. 2012.

Downloads

Publicado

2015-12-08

Edição

Seção

Artigos