Autores-leitores da tradição literária: a literatura digital como ação preservacionista
DOI :
https://doi.org/10.5007/1807-9288.2019v15n2p181Résumé
Este trabalho tem como objetivo identificar e analisar obras literárias digitais em que as noções de autor e leitor se aproximam em experiências narrativas e poéticas constituídas a partir de apropriações de textos da tradição literária. Essa abordagem se dá a partir da composição de obras literárias digitais, nas quais o ato de “ler”, nas relações entre literatura e tecnologia, pode significar também um modo de preservação da tradição, quando a reconstrói para avançá-la, repetindo - muitas vezes até por meio de interatividade do leitor - um modo de reviver o texto literário de modo diverso. Discutimos, no artigo, as obras digitais: MUPs (2013), de Jhave, iLibShakespeare (2014), de Scot Gresham-Lancaster e Tim Perkis; e o MyNovel (2006), de Alan Bigelow. Esses trabalhos foram selecionados do repositório digital Turbulence, o que permitirá que ilustremos o resgate da tradição através do desenvolvimento estético de obras, constituindo esse “autor-leitor” que age em conjunto para a composição da obra digital.
Références
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época da possibilidade de sua reprodução técnica. In: BENJAMIN, Walter. Estética e sociologia da arte. Belo Horizonte: Autêntica, 2017. p. 7-47.
BENJAMIN, Walter. Passagens. Belo Horizonte: UFMG, 2018. (Vol. 1, 2 e 3)
BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987. p. 222-232.
COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Trad. Cleonice P. B. Mourão. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1996.
ELIOT, Thomas Stearns. Tradição e talento individual. In: ELIOT, Thomas Stearns. Ensaios. São Paulo: Art Editora, 1989. p. 37-48.
GOBIRA, Pablo. Por uma preservação integral da obra de arte digital: anotações sobre arte tecnológica. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, vol. 4, n.3, Campinas, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8646335. Acesso em: 10 jun. 2019.
GOBIRA, Pablo.; CORRÊA, Fernanda. A preservação digital da poesia: uma análise do Arquivo Digital da PO.EX. In: GOBIRA, Pablo. (org.). A memória do digital e outras questões das artes e museologia. Belo Horizonte: EdUEMG, 2019. p. 165-188. Disponível em: http://eduemg.uemg.br/component/k2/item/161-a-memoria-do-digital-e-outras-questoes-das-artes-e-museologia. Acesso em: 10 jun. 2019.
ISOU, Isidore. Introduction à une nouvelle poésie et à une nouvelle musique. Paris: Gallimard, 1947.
KOZAK, Claudia. Comunidades experimentales y literatura digital en Latinoamérica. Virtualis, v. 9, n. 17, janeiro-junho 2018. p. 9-35. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7085400. Acesso em: 10 jun. 2019.
MALRAUX, André. O museu imaginário. Lisboa: Edições 70, 2017.
MARCUS, Greil. Lipstick traces: a secret history of the twentieth century. Cambridge: Harvard University Press, 1990.
SAFATLE, Wladimir. Cinismo e falência da crítica. São Paulo: Boitempo, 2008.
TURBULENCE. Disponível em: http://turbulence.org/. Acesso em: 10 jun. 2019.
WARBURG, Aby. L’Atlas Mnémosyne. Paris: l’Écarquillé, 2012.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Tous droits réservés Pablo Gobira, Fernanda Corrêa 2020

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Les auteurs publiant dans Texto digital donnent leur accord aux dispositions suivantes :
1. Ils conservent les droits d'auteur pour les publications ultérieures, tout en accordant à Texto digital les droits pour la première publication selon les termes de la Licence Creative Commons - Attribution 4.0 international.
2. La Licence Creative Commons - Attribution 4.0 international permet de copier et de redistribuer le matériel sur tout support ou format, ainsi que faire des adaptations, pour toute finalité.
3. Il est autorisé aux auteurs d’assumer d’autres engagements visant à la distribution de la version du document publié par Texto digital dans d’autres plate-formes, tels un répositoire institutionnel ou même un livre collectif, pourvu qu’on y fasse informer explicitement les références de la publication originale dans notre revue.
