Políticas linguísticas e tradução-interpretação de línguas de sinais: aproximações entre Brasil e Moçambique

Silvana Aguiar dos Santos, Nehemia Gilberto Raul Zandamela

Resumo


Este trabalho resulta de uma aproximação inicial entre Brasil e Moçambique no que tange à tradução e à interpretação de línguas de sinais. Retomamos alguns marcos históricos importantes nas políticas linguísticas voltadas às línguas de sin desses países e discutimos como determinadas ações afetam diretamente as decisões políticas direcio­nadas à tradução e à interpretação de línguas de sinais. Diante desse cenário, são apre­sentadas duas vertentes de argumentação. A primeira delas discute algumas implicações da tradução e da interpretação de línguas de sinais para o cenário lusófono, uma vez que o português é língua oficial nos dois países. A segunda linha aborda algumas reflexões sobre os movimentos surdos e os movimentos de tradutores e intérpretes de línguas de sinais, o reconhecimento legal das línguas de sinais, assim como a criação dos cursos de graduação e os desafios contemporâneos da atuação dos profissionais da tradução. Por fim, sugere-se que os tradutores e intérpretes de línguas de sinais, tanto do Brasil quanto de Moçambique, realizem esforços junto às instâncias governamentais para que desti­nem investimentos: (i) à formação por contextos especializados de tradução e interpre­tação, (ii) à qualificação dos serviços ofertados por esses profissionais e (iii) à formação de recursos humanos nos níveis de mestrado e doutorado a fim de fortalecer a pesquisa sobre tradução e interpretação de línguas de sinais na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Palavras-chave


Políticas linguísticas; Línguas de sinais, Tradução-interpretação

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-8420.2015v16n2p101

Working Papers em Linguística, ISSN 1984-8420, Florianópolis (Santa Catarina), Brasil

 

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