Trabalho emocional e trabalho cognitivo nas experiências de gestar, parir e criar
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111062Palavras-chave:
Trabalho de cuidados, Trabalho cognitivo, Trabalho emocional, Maternidades, FeminismosResumo
Este artigo, fruto do recorte de resultados de um estudo com mulheres-mães para uma tese de doutorado, buscou compreender as relações entre as experiências de gestar, parir e criar filhos em contextos familiares durante a primeira infância. Para isso, foi utilizada a combinação de métodos quantitativos e qualitativos, a partir de questionário aplicado a 120 participantes e de grupo focal com 11 dessas mulheres. A análise de conteúdo temática e a abordagem construtiva interpretativa foram referenciais de análises das narrativas. O trabalho emocional e o trabalho cognitivo emergem dessas análises como fatores de sobrecarga das mulheres-mães, derivado da assimetria na divisão sexual do trabalho de cuidados, evidenciando a naturalização da maternidade compulsória frente à recorrência da paternidade facultativa. Os achados reforçam a urgência de políticas públicas e de transformações culturais e econômicas que promovam a efetiva redistribuição do cuidado, reconhecendo-o como responsabilidade coletiva e como condição fundamental para a reprodução do viver.
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