Maternidades marginais: o que nos contam presidiárias e prostitutas?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111081

Palavras-chave:

Maternidades, Marginais, Mulheres

Resumo

O texto se dedica a refletir sobre as (im)possibilidades circunscritas a maternidades marginais. Para tal, considerando que a arte pode ser lida como inconsciente do tempo, apoiamo-nos em dois livros brasileiros que mergulham em histórias reais sobre o encarceramento, das quais damos destaques às que retratam tramas e dramas de mães. Elencamos ainda outras duas narrativas, vindas da cinematografia nacional, com enredos ficcionais que tensionam maternidade e prostituição. Ancorados nas desconcertantes histórias e estórias, objetivamos mostrar que as mulheres desempenham diferentes papéis sociais obedecendo a contingências de suas singulares vidas, o que torna insustentável a tentativa de enquadrá-las num único protótipo maternal, o da mãe santificada. Tal tensionamento contribui para desmistificar e romper com a personagem da matriarca engendrada por discursos moralistas e moralizantes.

Biografia do Autor

Gisele Carreirão Gonçalves, Fundação Catarinense de Educação Especial

Doutoranda no Programa Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina. É licenciada em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina. Possui especialização em Educação Física Escolar pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Educação Inclusiva pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Mestre em Educação Física, na linha “Teoria e Prática Pedagógica”, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea, vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina. É professora efetiva da Fundação Catarinense de Educação Especial.

Alexandre Fernandez Vaz, Universidade Federal de Santa Catarina

Alexandre Fernandez Vaz é licenciado em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina, com mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorado em Ciências Humanas e Sociais (Dr. Phil) pela Leibniz Universität Hannover, Alemanha. É Professor Titular da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, onde atua nos cursos de licenciatura lecionando Teorias da Educação, no Programa de Pós-graduação em Educação e no Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas. Na UFSC coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea. É bolsista de Produtividade em Pesquisa CNPq (PQ-1C).

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Publicado

2026-10-13

Edição

Seção

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!