Pedagogização das famílias e a produção de maternidades “outras” na educação infantil brasileira: normatividade e marginalização
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111098Palavras-chave:
Pedagogização, Maternidades, Educação InfantilResumo
O artigo analisa a pedagogização das famílias na Educação Infantil brasileira como processo de produção de maternidades. Parte-se da compreensão de que as relações entre instituições educativas e responsáveis são atravessadas por expectativas normativas que definem modos legítimos de cuidado e participação. Com base em revisão bibliográfica de natureza qualitativa, tomando como marco a Lei nº 12.796 /2013, que regulamentou a obrigatoriedade da matrícula a partir dos quatro anos de idade, discute-se como a ampliação da institucionalização das infâncias intensificou dinâmicas de responsabilização e monitoramento das famílias. Argumenta-se que tais processos contribuem para a constituição de uma maternidade normativa e, simultaneamente, para a produção de maternidades “outras”, marginalizadas quando atravessadas por marcadores de raça, classe, território, deficiência e configuração familiar, com efeitos sobre as experiências das crianças e a garantia de direitos.
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