“Teve aqui uma borboleta que fugiu logo”: o brincar e as relações com a natureza
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111148Palavras-chave:
Criança e natureza, Brincar, Educação Infantil, Estudos críticos da infância, Novos materialismosResumo
As crianças das sociedades ocidentalizadas contemporâneas costumam ter pouco acesso a espaços públicos naturais, e suas experiências escolares costumam acontecer dentro de salas e muros, o que está intimamente ligado a uma visão dicotômica que separa os humanos da natureza. Na confluência dos estudos críticos da infância, novos materialismos, pós-humanismos e epistemologias ecológicas, olhamos para as experiências de uma etnografia realizada com crianças que frequentavam um projeto educativo “na natureza”, no norte de Portugal. Através da observação participante e do brincar com as crianças, buscamos perceber como elas se relacionam com a natureza, como suas brincadeiras/culturas afetam e são afetadas pelos encontros com a variedade de seres vivos que encontram no seu dia a dia. Ao olhar para esses encontros memoráveis, percebemos que, para as crianças, essas dicotomias podem não fazer tanto sentido assim.
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