A complexidade de ser bebê: reflexões acerca de sua visibilidade nas creches e nas pesquisas - The complexity of being baby: reflections on their visibility in day care and in the research

Carolina Machado Castelli, Maria Renata Alonso Mota

Resumo


Este artigo intenciona contribuir no reconhecimento dos bebês como sujeitos (inter)ativos, de direitos e produtores de cultura. Com Schmitt (2008), problematizamos o lugar que eles muito ocuparam, de incapazes e não-importantes, e destacamos práticas, discursos e leis relevantes na forma como são entendidos pelos adultos. Trazemos, então, em um movimento não-adultocêntrico, discussões sobre o currículo das creches, centralizando-o, com Benjamin (2002) e Barbosa (2010), nas linguagens. E, a partir de Graue e Walsh (2003), Delgado e Müller (2005), entre outros autores, buscamos alguns aspectos que vêm sendo ressaltados nas pesquisas com crianças, que apontam tal metodologia como possibilidade de visibilidade das capacidades e especificidades potentes dos bebês. Esta reflexão atentou para o quanto eles sabem de si e possuem saberes que ainda não consideramos, lembrando o quão complexo é iniciar-se no mundo. Descobrir (com) os bebês permite, ainda, dar outros sentidos à passagem dessas crianças pequeníssimas pelas instituições educacionais coletivas.

 


Palavras-chave


educação infantil; bebês; creches; pesquisa; babies; languages; daycare; researches. - babies; languages; daycare; researches.

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DOI: https://doi.org/10.5007/1980-4512.2013n28p46

Zero-a-Seis, ISSN 1980-4512 Florianópolis, Brasil.