DANÇA, MOVIMENTO E VIVÊNCIA SENSORIAL: DANÇA DO VENTRE COMO EXPRESSÃO DE SI Dance, Movement and Sensory Experience: Belly dance as an expression of self

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Ana Paula Chagas Monteiro Leite

Resumo

Considera-se a arte um dispositivo para promoção, prevenção e recuperação da saúde integral de seres humanos. O presente estudo traz o relato de experiência vivida pela autora na condução de oficina de dança do ventre em evento científico acadêmico, e teve como objetivo refletir sobre arte, cultura e saúde mental como interconexões possíveis para o trabalho terapêutico com dança do ventre. A pesquisa é qualitativa, com coleta de dados por observação e vivência junto aos observados, configurando pesquisa-participante. A metodologia analítica é fenomenológica-existencial. O propósito da oficina foi proporcionar aos participantes a experiência de viver a dança do ventre e o movimento por diferentes estímulos sensoriais, técnicas e possibilidades para promoção de consciência corporal, autoestima e (re)conhecimento de si como dispositivo de cuidado pela arte. O público-participante foi composto por doze pessoas, sendo onze mulheres e um homem, entre estudantes de graduação e profissionais da área da saúde, com faixa etária média entre 20-50 anos. A oficina teve duração de três horas. Observou-se que a proposta de trabalho com o grupo proporcionou encontros entre os participantes que permitiram a vivência do corpo em movimento, na livre expressão da sua integralidade e espontaneidade, de modo que a corporeidade foi vivida com autoconhecimento, autopercepção corporal, e outros benefícios que poderão ser melhor analisados em encontros posteriores com o grupo para acompanhamento de forma longitudinal. Conclui-se que a dança do ventre pode se configurar como uma atividade corporal potencialmente terapêutica pelo movimento a fim de instigar cuidado e promoção de saúde.

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Como Citar
LEITE, Ana Paula Chagas Monteiro. DANÇA, MOVIMENTO E VIVÊNCIA SENSORIAL: DANÇA DO VENTRE COMO EXPRESSÃO DE SI: Dance, Movement and Sensory Experience: Belly dance as an expression of self. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 18, n. 56, p. 138–156, 2026. DOI: 10.5007/2595-2420.2026.e109876. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/109876. Acesso em: 25 jun. 2026.
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