Itinerário terapêutico, escolha e avaliação de tratamento para problemas de saúde

Authors

  • João Paulo Roberti Junior Universidade Federal de Santa Catarina
  • Idonézia Collodel Benetti UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
  • Michele Zanella Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí – UNIDAVI

DOI:

https://doi.org/10.5007/cbsm.v8i18.69415

Abstract

Indivíduos encontram diferentes maneiras de resolver os seus problemas de saúde. Isso implica em levar em consideração que a escolha de um tratamento, e os caminhos que levam para a cura, seja ele biomédico ou não, é influenciada pelo contexto sociocultural em que ocorre. A noção de itinerário terapêutico mostra-se eficaz quando identifica a dinâmica contextual, com base na qual se desenvolvem os projetos individuais e coletivos de tratamentos. Se as alternativas que o mundo social oferece estão fora de controle dos indivíduos, e são todas igualmente possíveis, o itinerário terapêutico está em forma de projeto individual como um campo de possibilidades dentro do controle do indivíduo. Acima de tudo é preciso entender que inexiste uma lógica orientando a escolha e a sequência do itinerário terapêutico, pois doença e procura de tratamento são processos imersos e mediados por contextos culturais específicos4. O itinerário terapêutico demonstra também os limites dos modelos biomédicos de tratamento, pois o social é integral da experiência da doença, e o sistema biomédico é, muitas vezes, a forma para reger um modelo moral no tratamento da doença. A percepção do paciente sobre o sintoma e seu significado é parte de sua experiência de enfermidade, e o itinerário terapêutico é a construção social da doença; assim o significado atribuído não é dado a priori, mas emerge neste processo.

Published

2017-03-07

How to Cite

JUNIOR, João Paulo Roberti; BENETTI, Idonézia Collodel; ZANELLA, Michele. Itinerário terapêutico, escolha e avaliação de tratamento para problemas de saúde. Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 8, n. 18, 2017. DOI: 10.5007/cbsm.v8i18.69415. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/69415. Acesso em: 1 oct. 2026.