IsTICômetros: para uma visão e um processo alternativos

Autores

  • Michel Menou

DOI:

https://doi.org/10.5007/1518-2924.2001v6n12p1

Palavras-chave:

Isictcometria, Tecnologias de Informação e Comunicação, Isictcometrics, Information and Communication Technologies

Resumo

A medição de bens e de fenômenos intangíveis traz dificuldades materiais e conceituais. Como a informação e as tecnologias da informação e da comunicação - TICS se stendem por grande parte da sociedade, a disponibilidade de indicadores válidos é um problema sério. As primeiras tentativas da escola de economia da informação trataram de adaptar as medidas socio-econômicas que existiam à "nova realidade," separando as indústrias e as atividades primárias e secundárias que produzem informação, das relativas aos bens tangíveis. Outros ainda, tentaram medir os fluxos de informação. Muitos reuniram uma mistura de indicadores socioeconômicos de forma a apontar os aspectos chave das transformações que estão acontecendo ou as supostas características de uma "sociedade da informação." Nos últimos anos, a atenção se focou na proliferação das TICS, e, em particular, da Internet, o que resultou em uma variedade de indicadores ou "modelos." Em primeiro lugar, todos estes indicadores se ajustam ao estado e às tendências da evolução da infraestrutura, com uma definição mais ou menos completa desta última incluindo ou não, por exemplo, os recursos humanos e os estoques de informação. Em segundo lugar, muitos estão também considerando o uso da informação, incluindo, possivelmente, as circunstâncias do seu uso. Como o enfoque está centrado nas TICS, chamamos estes esforços de "TICômetros." Poderiam ainda ser chamados de "TachyTICômetros, porque refletem mais a velocidade relativa da difusão das TICS que qualquer outro aspecto. Entretanto, a evolução pela qual passa a sociedade humana é mais complexa e tem um alcance maior do que meramente a disponibilidade e o uso de um certo número de tecnologias. Sustentamos que os indicadores IsTICômetros devem ser selecionados e adaptados considerando a relevância social dos fenômenos estudados. Esta relevância não pode ser relegada aos preconceitos das elites ou dos atores dominantes. É necessário desenvolver um mecanismo participativo com o propósito de vincular as prioridades de desenvolvimento das comunidades à contribuição das TICS para a sua realização, de forma que sejam criados os indicadores correspondentes. O mesmo mecanismo deveria permitir a aplicação simultânea dos indicadores e seu confronto com realidades e mudanças percebidas, de forma que eles possam ser aperfeiçoados ou eliminados. Uma característica importante deste mecanismo é a apropriação dos indicadores por quem está experimentando as transformações que estão ocorrendo, oposta à imposição comum de indicadores por autoridades intelectuais ou sociais. Chamamos a este esforço de IsTICômetros para o impacto dos TICs na sociedade. Se as TICS revolucionam ou não a sociedade, os atores e especialmente as pessoas que devem desfrutar os seus benefícios, deveriam ter uma participação no processo de formulação de políticas. Por esta razão, elas necessitam dispor de instrumentos e de métodos que lhes permitam julgar o que está ocorrendo. Esta é a intenção do componente metodológico do projeto Olística (http://funredes.org/olistica ).

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Publicado

2001-01-01

Edição

Seção

Artigo