Prática spammer e semiose: implicações nos processos de organização e circulação da informação em ambientes colaborativos

Autores

  • Priscila Oliveira da Mata Departamento de Tratamento da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) http://orcid.org/0000-0003-2269-5694
  • Maria Aparecida Moura Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

DOI:

https://doi.org/10.5007/1518-2924.2017v22n49p19

Palavras-chave:

Representação e Organização da Informação, Indexação, Web Colaborativa, Prática Spammer, Semiose

Resumo

http://dx.doi.org/10.5007/1518-2924.2017v22n49p19

No contexto da web, os spammers são sujeitos e ou procedimentos automáticos que engajam práticas de atribuição de metadados e comportamento linguageiro disseminando spams acoplados aos conteúdos de maior popularidade, com o propósito de ampliar a visibilidade de seus conteúdos. O estudo realizado partiu do pressuposto de que, a prática spammer, carrega aspectos que ensejam uma articulação semiósica entre o vídeo principal e a ideia que os spammers intentam transmitir. Buscou-se, com o aporte teórico da Semiótica Peirceana, estabelecer uma aproximação entre a prática spammer e o conceito de semiose, procurando compreender a lógica informacional e sociocomunicacional que caracteriza os spammers no YouTube. Como resultados obtiveram-se uma descrição e uma tipologia da prática spammer e a análise da sua repercussão na organização e recuperação de informação em ambientes colaborativos digitais de compartilhamento de vídeos.

Biografia do Autor

Priscila Oliveira da Mata, Departamento de Tratamento da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Especialista em Arquitetura e Organização da Informação e Mestranda em Ciência da Informação (ECI) na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Departamento: Tratamento da Informação. Área: Organização e Uso da Informação.

Maria Aparecida Moura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

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Publicado

2017-05-09