Curadoria digital no contexto artístico e cultural: possibilidades de reuso de dados de arte

Autores

  • Klara Martha Wanderley Freire Tribunal Regional Federal da 2ª Região – Centro Cultural Justiça Federal. https://orcid.org/0000-0002-3378-3692
  • Luana Farias Sales Arquivo Nacional – Coordenação Geral de Acesso e Difusão de Acervo. Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. https://orcid.org/0000-0002-3614-2356
  • Luis Fernando Sayão Comissão Nacional de Energia Nuclear – Centro de Informação Nuclear. Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-6970-0553

DOI:

https://doi.org/10.5007/1518-2924.2020.e74280

Palavras-chave:

Curadoria digital, Reuso de acervo cultural digital, Instituições culturais, Objeto digital, Dado de Arte

Resumo

Objetivo: Por meio da iniciativa de várias instituições, muitos acervos culturais foram digitalizados, gerando material que possui grande potencial de reuso. A presente pesquisa busca identificar quais são os tipos de reuso realizados nas instituições culturais, com base nos princípios da curadoria digital.

Método: A pesquisa parte de uma amostra específica dos agregadores/instituições presentes na Europeana Collections. A partir de requisitos específicos estipulados, quatro instituições foram selecionadas. Um levantamento das práticas existentes foi realizado, bem como sua posterior sistematização em sete categorias fundamentadas na literatura de curadoria digital, a saber: Agregações, Espaço Colaborativo, Curadoria Online, Educação, Pesquisa Científica, Aplicativos Computacionais e Serviços Comerciais.

Resultado: Constatou-se que uma das quatro instituições selecionadas pratica todas as categorias de reuso e as demais instituições praticam três ou mais das atividades investigadas. Foram identificados dezesseis tipos de reuso de dados de arte, tais como: produção de materiais derivados de imagens, reinterpretações, campos para comentários, programação algorítmica de recomendação através de dados fornecidos pelo visitante, exposições online com curadoria interna e externa/colaborativa, entre outros.

Conclusões: A expansão para o mundo digital das coleções das instituições culturais resulta em novas possibilidades em termos de serviços, produtos, entretenimento, ação educativa e pesquisa. Além disso, faz nascer uma maior aproximação e interação com o público, estimulando a visitação presencial. Propicia o contato com coleções de valor, criando uma “deselitização” dos grandes acervos e promovendo a visibilidade de coleções de culturas locais. Pode ainda fomentar a indústria criativa e valorizar o trabalho das unidades de informação pertencentes às instituições culturais.

Biografia do Autor

Klara Martha Wanderley Freire, Tribunal Regional Federal da 2ª Região – Centro Cultural Justiça Federal.

Mestre em Ciência da Informação.
Bibliotecária do Tribunal Regional Federal da 2ª Região – Centro Cultural Justiça Federal.
Discente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro, Brasil.

Luana Farias Sales, Arquivo Nacional – Coordenação Geral de Acesso e Difusão de Acervo. Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

Doutora em Ciência da Informação.
Arquivo Nacional – Coordenação Geral de Acesso e Difusão de Acervo.
Professora do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Programa de Pós-graduação, Rio de Janeiro, Brasil.

Luis Fernando Sayão, Comissão Nacional de Energia Nuclear – Centro de Informação Nuclear. Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro, Brasil.

Doutor em Ciência da Informação Comissão Nacional de Energia Nuclear – Centro de Informação Nuclear.
Professor do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, Rio de Janeiro, Brasil.

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Publicado

2020-10-22

Edição

Seção

Artigo