Atividade pedagógica e o "Tractatus": estoicismo, literatura e responsabilidade moral
DOI:
https://doi.org/10.5007/1677-2954.2010v9n3p93Resumo
O objetivo deste artigo é mostrar que a atividade filosófica concebida num contexto pós-Tractatus não deve ser apenas uma atividade de análise lógica da linguagem, mas deve ser igualmente caracterizada como ética e pedagógica. A compreensão da possibilidade – e mesmo da necessidade – de um ensinar se dá, sobretudo, através da compreensão da ética de Wittgenstein como uma ética estóica, cujos elementos nos permitem visualizar estratégias pedagógicas já aí presentes: exortações, imperativos, exemplos, mas também juízos morais e literatura. É claro que tais estratégias só podem ser mostradas, e é por isso que, de acordo com as condições radicais do Tractatus, a sua autoridade é dada apenas através de sua expressão individual.
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