Pressupostos metaéticos do anarquismo filosófico
DOI:
https://doi.org/10.5007/1677-2954.2020v19n1p33Resumo
Como uma tese positiva, o anarquismo filosófico alega que a autoridade política é inconsistente com a racionalidade prática, na medida em que a melhor análise mostra que diretivas emitidas por autoridades são razões independentes de conteúdo. O objetivo deste artigo é esclarecer os pressupostos metaéticos por trás dessa alegação. Uma vez que anarquistas filosóficos rejeitam como irracional a possibilidade de que um agente possa seguir razões independentes de conteúdo emitidas por outro agente, enfatizando a responsabilidade dos agentes de avaliarem o conteúdo de toda diretiva antes de agirem em conformidade com ela, podemos ver facilmente que anarquistas filosóficos precisam ser cognitivistas em metaética. No mínimo, se não houvesse respostas certas ou erradas para questões como “o que se tem razão para fazer nestas circunstâncias?”, respostas como “deve-se seguir as diretivas da autoridade” seriam tão boas quanto quaisquer outras. Contudo, o anarquismo filosófico requer muito mais do que cognitivismo metaético; na verdade, ele requer um tipo muito específico (e ambicioso) de
Referências
DWORKIN, Ronald. Justice for Hedgehogs. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2011.
HART, H. L. A. Essays on Bentham: Studies in jurisprudence and political theory. Oxford: Clarendon Press, 1982.
HART, H. L. A. The Concept of Law. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 1994.
HOBBES, Thomas. On the Citizen. Tradução de Richard Tuck, Michael Silverthorne. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.
HORTON, John. Political Obligation. Houndmills; Basingstoke; Hampshire; London: The MacMillan Press, 1992.
NAGEL, Thomas. The Fragmentation of Value. In: Mortal Questions. Cambridge: Cambridge University Press, 1979. p. 128-141.
NOZICK, Robert. Anarchy, State, and Utopia. Oxford, UK; Cambridge, USA: Blackwell, 1974.
RAWLS, John. Political Liberalism: Expanded edition. New York: Columbia University Press, 2005.
RAZ, Joseph. Engaging Reason: On the theory of value and action. Oxford: Oxford University Press, 1999.
RAZ, Joseph. The Morality of Freedom. Oxford: Clarendon Press, 1986.
SIMMONS, A. J. Philosophical Anarchism. SSRN. S. l.: s. n.: 2009. Disponível em https://ssrn.com/abstract=1344425. Acesso em: 17 setembro 2019.
WALDRON, Jeremy. Law and Disagreement. Oxford: Clarendon Press, 1999.
WOLFF, Robert Paul. In Defense of Anarchism. 2. ed. Berkeley; Los Angeles; London: University of California Press, 1998.
THOREAU, Henry David. Walden. S. l.: Enhanced Media, 2017.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os autores retêm os direitos autorais e direitos de publicação sobre suas obras, sem restrições.
Ao submeterem seus trabalhos, os autores concedem à revista ethic@ o direito exclusivo de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (CC BY) 4.0 International. Essa licença permite que terceiros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, desde que seja dado o devido crédito de autoria e à publicação original neste periódico.
Os autores também têm permissão para firmar contratos adicionais, separadamente, para distribuição não exclusiva da versão publicada do trabalho neste periódico (por exemplo: depositar em repositório institucional, disponibilizar em site pessoal, publicar traduções ou incluí-lo como capítulo de livro), desde que com reconhecimento da autoria e da publicação inicial na revista ethic@.
