Semicompatibilismo, Responsabilidade e Manipulação
DOI:
https://doi.org/10.5007/1677-2954.2011v10n2p255Abstract
Uma forte objeção a uma estratégia compatibilista da responsabilidade moral — isto é, à tese de que responsabilidade é compatível com uma explicação causal determinista do mundo — diz que, ao defender a possibilidade de agentes responsáveis determinados causalmente por fatos prévios às suas ações, uma estratégia compatibilista não dispõe dos recursos conceituais necessários para refutar a tese intuitiva de que agentes manipulados tacitamente não são responsáveis por suas ações. Neste artigo, fornecemos uma resposta a esta objeção, sugerindo como uma estratégia semicompatibilista, que apela para a relevância da história causal da formação de estados mentais componentes de deliberações, pode acomodar várias de nossas intuições acerca de casos de manipulação em que estamos dispostos a negar que os agentes em questão sejam responsáveis. Por outro lado, tentaremos também mostrar que, segundo tal estratégia semicompatibilista, certos processos de manipulação tácita revelam casos em que podemos genuinamente atribuir responsabilidade a agentes, a despeito de haver um componente “manipulador” na explicação das suas ações. Por fim, consideraremos a aplicabilidade da estratégia semicompatibilista a um caso específico, discutido na literatura bioética, sobre manipulação genética de traços componentes do perfil de um agente.
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