Agência e paciência moral: razão e vulnerabilidade na constituição da comunidade moral
Abstract
Ao analisar os limites da tradição moral com relação à constituição da comunidade moral, dou especial atenção aos principais argumentos apresentados por filósofos morais que elaboram suas teorias éticas considerando a possibilidade de incluir seres vivos não-racionais na comunidade moral, pelo menos na condição de pacientes morais. Para Kenneth Goodpaster, Tom Regan e Paul Taylor, o ponto de vista a ser levado em conta na ética não são os interesses exclusivos dos agentes racionais, mas os dos pacientes morais. A agência moral requer a racionalidade. A paciência moral se estabelece a partir da vulnerabilidade. Desse modo, a comunidade moral é constituída tanto pela razão quanto pela vulnerabilidade. Sob essas três perspectivas éticas é possível analisar criticamente os principais argumentos da filosofia moral tradicional e desenvolver uma ética com vistas a incluir seres vivos não-humanos na comunidade moral: animais e ecossistemas têm então a oportunidade de ser considerados oralmente relevantes, ao contrário das abordagens éticas fundadas em teorias contratualistas e na razão instrumental.
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