Fontes primárias no ensino de física: considerações e exemplos de propostas

Giovanninni Leite de Freitas Batista, Juliana Mesquita Hidalgo Ferreira Drummond, Daniel Brito de Freitas

Resumo


Em contraste com a tendência positivista de outrora, fontes primárias não são mais consideradas como documentos oficiais que contém “a verdade sobre o passado”. Atualmente, são compreendidas como artefatos culturalmente produzidos que refletem intencionalidades de personagens. São essenciais para o trabalho interpretativo realizado por historiadores e historiadores da ciência. No contexto educacional, na disciplina escolar de História, os estudantes já costumam ser convidados a uma interpretação diacrônica de documentos históricos. De modo distinto, o uso desse tipo de material é ainda raro em iniciativas para a inserção da História e Filosofia da Ciência no ensino de Física. Adicionalmente, há lacunas quanto a refletir sobre o uso didático dessas fontes em aulas de Física numa perspectiva não ilustrativa, mas sim investigativa, a qual estaria em ressonância com pressupostos historiográficos da História da Ciência e objetivos didáticos atualizados. Atividades investigativas, dialógicas, baseadas na interpretação diacrônica de documentos podem incentivar a curiosidade e a imaginação dos alunos acerca do processo de construção do conhecimento científico, evocando elementos usualmente ausentes em livros didáticos. O presente artigo reflete sobre tais questões e discute dois exemplos de possibilidades didáticas de uso de fontes primárias relacionadas à História do Vácuo e da Pressão Atmosférica.


Palavras-chave


Fontes Primárias; Textos Históricos; Natureza da Ciência

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7941.2015v32n3p663

 


Cad. Bras. Ens. Fís. UFSC, Florianópolis, SC, Brasil - - - eISSN 2175-7941 - - - está licenciada sob Licença Creative Commons
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