Memória procedimental e linguagem: um estudo com pessoas que gaguejam falantes do português brasileiro

Autores

  • José Ferrari Neto Universidade Federal da Paraíba – UFPB, João Pessoa, BR
  • Débora Vasconcelos Correia Universidade Federal da Paraíba – UFPB, João Pessoa, BR

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2014v11n3p218

Palavras-chave:

Psicolinguística experimental, Gagueira, Memória procedimental, Teste ASRT

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa experimental sobre a memória procedimental de pessoas que gaguejam (PQG) e falantes fluentes (FF) do Português Brasileiro (PB), a partir da relação entre o Modelo Pré-Motor Duplo de Alm (2005) e o Modelo Declarativo/Procedimental de Ullman (2001). Lança-se, então, uma hipótese acerca da conexão entre a presença de disfunções mnemônicas e o processamento linguístico das PQG. Os resultados encontrados por meio do Teste ASRT (Alternating Serial Reaction Time) apontaram para uma tendência de comportamento distinto entre os grupos. As PQG evidenciaram um aumento do tempo de reação à medida que se aumentava o número de ciclos (estímulos). O que interpretamos como uma possível dificuldade das PQG na aprendizagem implícita das sequências motoras. Já os FF apresentaram redução do tempo de reação à medida que se aumentava o número de ciclos, demonstrando que a aprendizagem procedimental para este grupo ocorreu de maneira mais rápida.

Biografia do Autor

José Ferrari Neto, Universidade Federal da Paraíba – UFPB, João Pessoa, BR

Professor Adjunto II de Linguística e Língua Portuguesa na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atuando no LAPROL (Laboratório de Processamento Linguístico).

Débora Vasconcelos Correia, Universidade Federal da Paraíba – UFPB, João Pessoa, BR

Professora assistente do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ).

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Publicado

2014-09-20