Língua e alteridade na acolhida a refugiados: por uma micropolítica da linguagem

Poliana Coeli Costa Arantes, Bruno Deusdará, Ana Karina Brenner

Resumo


Neste artigo, procedemos a uma discussão acerca de nossas implicações ético-políticas como professores de língua no acolhimento a refugiados. A reflexão dirige-se ao campo da formação de professores de língua não materna, entendendo o papel desse profissional na promoção de direitos. Para tanto, propomos os seguintes questionamentos: i) que políticas linguísticas podem dar sustentação à preparação de material didático para o curso de português como língua de acolhimento a refugiados? ; ii) que implicações éticas e políticas encontram-se subjacentes à proposição de atividades, como professores de língua, nessa direção? Tendo em vista que as questões norteadoras deste trabalho têm relação interdisciplinar de análise, nos propomos a discutir tais temas baseados na perspectiva da micropolítica em Deleuze e Guattari e no conceito de alteridade em Bakhtin.


Palavras-chave


Formação de Professores; Refugiados; Micropolítica; Alteridade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1984-8412.2016v13n2p1196

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