Reanálise das variáveis semânticas no condicionamento do objeto nulo e do pronome pleno na fala de Florianópolis

Autores

  • Izete Lehmkuhl Coelho Universidade Federal de Santa Catarina
  • Gabriel de Ávila Othero Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Cecília Augusta Vieira-Pinto Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2017v14n4p2606

Palavras-chave:

Objeto direto anafórico, VARSUL, Gênero semântico, Gramática do português brasileiro

Resumo

Neste artigo, analisamos as ocorrências de objeto direto anafórico de 3ª pessoa, investigando duas estratégias produtivas em português brasileiro: o pronome pleno (ele/ela) e o objeto nulo (ON). Visto que essas duas estratégias não estão em variação livre, nosso objetivo foi verificar qual traço semântico do antecedente estaria condicionando o uso das duas variantes. Baseando-nos em literatura recente (CREUS; MENUZZI, 2004; PIVETTA, 2015; AYRES, 2016; OTHERO et al. 2016, OTHERO; SCHWANKE, 2017), decidimos reanalisar os dados de Vieira-Pinto (2015) e Vieira-Pinto e Coelho (2016), em sua pesquisa com entrevistas sociolinguísticas de Florianópolis, verificando três variáveis semânticas: animacidade, especificidade e gênero semântico do antecedente. Confirmando a hipótese de Creus e Menuzzi (2004), concluímos que o gênero semântico é o traço mais importante da retomada anafórica de objeto, no seguinte sentido: antecedentes com traço [+gênero semântico] favorecem o pronome pleno, enquanto antecedentes com [-gênero semântico] favorecem o objeto nulo.

Biografia do Autor

Izete Lehmkuhl Coelho, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutora em Linguística pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Professora Associada da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Bolsista de Produtividade do CNPq.

Gabriel de Ávila Othero, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor em Linguística pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Professor Adjunto no Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

Cecília Augusta Vieira-Pinto, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutoranda da Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

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Publicado

2017-12-31

Edição

Seção

Artigo