Hacia una arqueogenealogía instagrámica: el shadowbanning como tecnología de gubernamentalidad algorítmica

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2026.e112360

Palabras clave:

Estudios Discursivos Foucaultianos, Algoritmos, Shadowbanning, Instagram, Cuerpos marginalizados

Resumen

En el año en que se conmemora el centenario de Michel Foucault, este artículo muestra la productividad de su teoría para discutir la sociedad algorítmica del siglo XXI. Se propone cartografiar el fenómeno del shadowbanning en Instagram, evidenciando sus efectos sobre la circulación de discursos acerca de cuerpos y voces históricamente marginados. A partir de un enfoque foucaultiano, este estudio comprende el shadowbanning como una forma de gobernar lo sensible o, en los términos de Foucault (2014), como una microfísica de la visibilidad: un poder que opera no mediante la prohibición directa, sino mediante la modulación de la atención, la rarefacción de la circulación y la administración diferencial del campo de lo visible y lo decible. Anclada en una perspectiva arqueogenealógica, la investigación moviliza conceptos como gubernamentalidad, dispositivo y regímenes de verdad para analizar cómo los sistemas algorítmicos participan en la producción contemporánea de la invisibilidad instagrámica. El recorrido metodológico se constituye de una cartografía discursiva de un corpus compuesto por publicaciones en el perfil de Instagram de la creadora de contenido Tricia Wise (@safeslut), cuya experiencia recurrente de reducción del alcance permite examinar el shadowbanning no solo como un mecanismo técnico de exclusión, sino como un acontecimiento discursivo en el que se condensan tensiones entre poder, regímenes de verdad y prácticas de resistencia en la sociedad algorítmica. Los resultados indican que la invisibilización de perfiles de Instagram es una tecnología de gobierno, articulada a la modulación algorítmica de la circulación, mediante la cual se regulan la atención y las condiciones de posibilidad de la enunciación en la plataforma. Se concluye que la gubernamentalidad algorítmica distribuye diferencialmente la atención, la legitimidad y las posibilidades de enunciación, (re)inscribiendo desigualdades históricas bajo la apariencia de neutralidad técnica.

Biografía del autor/a

Laís Sousa Di Lauro, Universidade Federal da Paraíba/PROLING

Doutoranda em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba (PROLING/UFPB) na linha de pesquisa Discurso com período sanduíche na Universidade Nova de Lisboa (UNL/PT). Mestra em Estudos da Mídia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PPGEM/UFRN) na linha de pesquisa Estudos de Mídia e Produção de Sentido. É pesquisadora no Grupo de Estudos interdisciplinares, Práticas Discursivas e Política dos Corpos (CORPOLÍTICA/UFRN) e no Círculo de Discussões em Análise do Discurso (CIDADI/UFPB). Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte com período sanduíche na Universidade Nova de Lisboa (UNL/PT). Pesquisa Instagram, discurso, corpo, beleza, feminino, mídias digitais, gênero e subjetividades. Possui experiência profissional nas áreas de publicidade e propaganda, marketing digital, assessoria de imprensa e assessoria política.

Regina Baracuhy, Universidade Federal da Paraíba/PROLING

Professora doutora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde orienta pesquisas em nível de Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Está vinculada ao Departamento de Língua Portuguesa e Linguística (DLPL) e é membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Linguística (PROLING/UFPB).

Realizou pós-doutorado em Linguística pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em 2023. É doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela UNESP/Araraquara (2004), mestre em Língua Portuguesa pela UFPB (1994) e graduada em Letras pela mesma instituição (1987).

Adota, como aporte teórico-metodológico, os pressupostos dos Estudos Discursivos Foucaultianos. Suas pesquisas envolvem questões relacionadas a discurso, sujeito, governamentalidade e movimentos de resistência na mídia digital, além da cartografia de espaços urbanos.

É membro do Grupo de Trabalho (GT) Estudos Discursivos Foucaultianos da ANPOLL e coordena o Grupo de Pesquisa Interinstitucional CIDADI – Círculo de Discussões em Análise do Discurso (UFPB/CNPq), que reúne professores e pesquisadores de diversas universidades brasileiras, distribuídas de norte a sul do país, como: UEM, UNESP/Araraquara, UNICENTRO, UnB, UFPA, UNIFESSPA, UNIR, UEFS, UFRN, UFERSA, UERN, UFMA, UFCG e UEPB.

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Publicado

2026-10-06

Número

Sección

Dossiê | 100 Foucault 2: o filósofo, seu pensamento e o discurso