Constituição ética do sujeito docente em tempos de plataformização do ensino

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1984-8412.2026.e112374

Palavras-chave:

Discurso, Subjetivação, Professor

Resumo

Com a entrada das tecnologias digitais na educação básica do Estado do Paraná, desde 2019, iniciou-se um processo conhecido como plataformização do ensino. Ocorre, portanto, uma ruptura discursiva que passa a requerer dos sujeitos professores um modo de ser professor específico. Diante desse cenário, esta pesquisa teve como foco analisar o discurso do professor sobre suas práticas em sala de aula, a fim de descrever seu processo de subjetivação. Amparados por uma perspectiva discursiva guiada pelos pressupostos foucaultianos, tratou-se dos dispositivos que atravessam esse processo e de movimentos éticos no processo de subjetivação de docentes. As sequências analisadas neste estudo fazem parte da gravação de uma reunião com um grupo de professores de Língua Portuguesa, integrantes de um curso de especialização ofertado pela Secretaria de Educação. A análise da série enunciativa demostrou que os professores reconhecem o funcionamento do dispositivo educacional, por meio de práticas de padronização, cobrança e vigilância institucional. Ao mesmo tempo, emergem no discurso docente indícios de resistência e de produção de subjetividade. Tais práticas e discursos sinalizam uma subjetividade docente constituída para além da posição-sujeito proposta pelo dispositivo educacional, preservando um espaço ético e criativo no exercício da profissão.

Biografia do Autor

Adélli Bortolon Bazza, Universidade Estadual de Maringá

Professora no Departamento de Língua Portuguesa na Universidade Estadual de Maringá, área Texto e Discurso.

Gabrielle de Fátima de Brito, Universidade Estadual do Paraná

Acadêmica de Letras

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Publicado

2026-10-06

Edição

Seção

Dossiê | 100 Foucault 2: o filósofo, seu pensamento e o discurso