A construção dos direitos sociais e os sistemas sanitários: os desafios das fronteiras

Roser Pérez Jiménez, Vera Maria Ribeiro Nogueira

Resumo


O presente artigo expõe as assimetrias entre a globalização econômica e social, evidenciando as já existentes desigualdades territoriais em saúde, bem como o surgimento de novas demandas com repercussões nos direitos sociais. Os movimentos do capital e dos processos produtivos acontecem de forma intensa, ao contrário do que ocorre com os processos de proteção social e de saúde, os quais continuam circunscritos aos estados nacionais. As iniciativas nos países da União Européia e do Mercosul não têm transcendido de intervenções pontuais, marcadas pela urgência da atenção, não alcançando a construção de direitos em âmbitos regionais. Os diferentes sistemas sanitários e as características da cobertura não têm se harmonizado, ao mesmo tempo que a atenção da saúde nos espaços de fronteira apresenta uma grande diversidade. Este é o caso das situações apresentadas em duas regiões do Estado Espanhol, Estremadura e Catalunha, e na fronteira de Brasil, Argentina e Paraguai – Foz de Iguaçu, Porto Iguaçu e Cidade do Leste.


Palavras-chave


Sistemas de salud; Desigualdades territoriales en salud; Derechos sociales; Fronteras; Globalización; Sistemas de saúde; Desigualdades territoriais em saúde; Direitos sociais; Fronteiras; Globalização; Healthcare systems

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-49802009000100007

R. Katál. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil eISSN: 1982-0259  

Licença Creative Commons Adota a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.