Artigo: A condição juvenil e as revoltas dos subúrbios na França
DOI:
https://doi.org/10.5007/%25xResumo
Partindo de uma comparação entre o movimento estudantil de 1968 com as revoltas dos jovens dos subúrbios franceses em outubro e novembro de 2005, considera-se que, em comum, foi importante a condição juvenil dos atores sociais para que se iniciasse a rebelião, ainda que tenham sido juventudes de classes sociais diferentes e com anseios diferentes: em 1968, a “libertação”, em 2005, a “igualdade”. Faz-se uma análise crítica sobre diferentes interpretações da revolta de 2005, principalmente quando se afastam da explicação de que os eventos foram motivados por insatisfações sociais causadas pela desigualdade no tratamento da sociedade e do Estado para com populações oriundas da imigração, mas cujos filhos e netos já se consideram cidadãos franceses. Entre tais interpretações, a da revolta étnica pelo reconhecimento da “diferença”, bem como a do motim urbano e da delinqüência juvenil (que apontam para a suposta “irracionalidade” da violência promovida durante os eventos).Downloads
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