A formulação da nova política de saúde no Brasil em tempos de democratização: entre uma conduta estatista e uma concepção societal da atuação política
DOI:
https://doi.org/10.5007/%25xResumo
O presente artigo tem por objetivo traçar o perfil dos atores constitutivos do movimento de saúde no Brasil a partir de meados da década de 70, focalizando seus aportes institucionais, nexos organizativos e articulações discursivas, com vistas a aferir o papel destes atores na formulação da nova política nacional de saúde no período da democratização. Como parte deste objetivo, pretendemos demonstrar que movimentos sociais reivindicativos podem ser decisivos na configuração democrática de uma política social, desde que: a) mantenham fortes vínculos com redes sociais locais predispostas à participação; b) possuam lideranças dentro do sistema político-administrativo que desativem bloqueios burocráticos e mobilizem recursos junto ao poder legislativo; c) equacionem e respeitem a diversidade e a pluralidade interna no movimento, de sorte ao estabelecimento daquilo que é comum, criandose o senso de igualdade e o interesse público.Downloads
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