Concentrações de lactato sangüíneo e o comportamento cinemático de corredores mirins em provas de 50 e 100m rasos
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2008v10n4p393Resumo
Objetivou-se neste estudo verificar, em corredores mirins, o comportamento cinemático em provas de 50 e 100m rasos e a concentração de lactato sangüíneo ao final destas. A cinemática refere-se à análise da curva de velocidade e de algumas variáveis analisadas ao final destas provas. Fizeram parte deste estudo 14 indivíduos, sendo 7 do gênero masculino (12,35 ± 0,83 anos) e 7 femininos (12,61 ± 0,70 anos). Para obtenção da curva de velocidade foi utilizado o método “panning”. As demais variáveis cinemáticas foram obtidas por meio de videografia bidimensional, utilizando-se uma câmera de vídeo do sistema Peak Motus, operando à 180 Hz. Uma amostra de sangue foi coletada do lóbulo da orelha para analisar a concentração de lactato. Os resultados mostraram que o pico de velocidade é alcançado em ambas aos 40m, porém correspondendo aos 80% da prova nos 50m rasos e apenas aos 40% nos 100m. As alterações significativas observadas na cinemática entre as duas corridas foram: aumento do tempo da fase de suporte nos sujeitos masculinos, redução da freqüência da passada nos sujeitos femininos e da velocidade média final em todos os sujeitos ao final dos 100m em comparação ao final dos 50m. As maiores concentrações de lactato foram encontradas nos 100m. Conclui-se que houve maior comprometimento da performance nos 100m rasos, em função de alterações de algumas variáveis cinemáticas e das maiores perdas de velocidade. Além disso, apesar da concentração de lactato ser superior ao final desta prova, os valores são considerados baixos, indicando a fraca capacidade anaeróbia destes indivíduos.Publicado
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