O nível de treinamento não influencia a percepção subjetiva de esforço durante um teste incremental
DOI:
https://doi.org/10.1590/1980-0037.2010v12n3p159Resumo
Níveis de treinamento distintos, associados à experiência em realizar esforços exaustivos podem produzir diferentes sensações frente à fadiga. O objetivo deste estudo foi comparar a percepção subjetiva de esforço (PSE) entre ciclistas e não-ciclistas durante teste incremental máximo (TIMAX). Participaram do estudo 23 indivíduos que foram divididos em grupo ciclistas (GC) (n = 12; idade 26,5 ± 4,7 anos; massa corporal 68,2 ± 11kg; estatura 176 ± 8,6cm) e grupo não-ciclistas (GNC) (n=11; idade 25,2 ± 4,0 anos; massa corporal 72,9 ± 9kg; estatura 175,1 ± 6,3cm). Todos realizaram um TIMAX, até a exaustão, do tipo rampa em ciclossimulador, com início a 0 W e incrementos de 20 W.min-1. Durante TIMAX a PSE foi aferida e anotada a cada 30 segundos de teste e, ao final, a potência máxima (PMAX) atingida pelos indivíduos. O tempo total de cada teste foi normalizado em porcentagens (de 10% a 100%, intervalos de 10%), e foi anotada a respectiva PSE para cada intervalo. Os valores de PMAX para GC e GNC foram 368 ± 12,7W e 256 ± 11,2W, respectivamente (P < 0,01). Os valores das medianas das PSE para GC e GNC não apresentaram diferença significativa para nenhuma porcentagem de tempo. Conclui-se que as respostas de PSE não sofreram alterações entre GC e GNC durante TIMAX, sugerindo que o nível de treinamento não influencia a PSE.Publicado
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Copyright (c) 2010 Bruno de Paula Caraça Smirmaul, José Luiz Dantas, Eduardo Bodnariuc Fontes, Alexandre Hideki Okano, Antonio Carlos de Moraes

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