Efeito agudo do alongamento estático na força muscular de mulheres idosas

Autores

  • André Luiz Demantova Gurjão Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)
  • Nelson Hilário Carneiro Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE)
  • Raquel Gonçalves Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)
  • Rodrigo Ferreira de Moura Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)
  • Sebastião Gobbi Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)

DOI:

https://doi.org/10.1590/1980-0037.2010v12n3p195

Palavras-chave:

Envelhecimento, Aquecimento, Curva força-tempo Isométrica, Aging, Warn-up, Isometric force-time curve

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar, em mulheres idosas, o efeito agudo do alongamento estático sobre a taxa de desenvolvimento de força pico (TDFP) e contração voluntária máxima (CVM). A amostra foi composta por 10 mulheres idosas (idade 68,5 ± 7,0 anos; peso 70,9 ± 8,1 kg; estatura 159,4 ± 6,0 cm; índice de massa corporal 28,0 ± 3,8 kg/m2). A TDFP e a CVM foram testadas no exercício Leg Press, antes e após as condições controle ou alongamento (três séries de 30 segundos de alongamento estático do quadríceps femoral), em dois dias diferentes (24 horas de intervalo). A TDFP foi determinada como a inclinação mais íngreme da curva, calculada dentro da janela regular de 20 ms (∆Força/∆Tempo), para os primeiros 200 ms após o início da força muscular. A CVM foi determinada como o maior ponto registrado na tentativa. Em cada dia, apenas uma condição foi testada e a ordem de emprego para cada condição foi determinada aleatoriamente. A intensidade do alongamento foi determinada pelo limiar de dor muscular. Quatro avaliações pós-condições (pós-tratamento; 10; 20 e 30 minutos) foram realizadas para acompanhar o comportamento da força muscular. A ANCOVA 2x5, seguida do teste post-hoc de Scheffé, não mostrou interações, condição vs. momento, significativas (P > 0,05) para a TDFP e CVM. Em conclusão, séries agudas de alongamento estático para o quadríceps femoral não afetam a capacidade de produzir força muscular rapidamente e máxima de mulheres idosas.

Biografia do Autor

André Luiz Demantova Gurjão, Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)

Licenciado em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina é Professor Universitário e Pós-Graduando em Ciências de Motricidade, nível de Doutorado na UNESP/Rio CLaro. Membro do Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento (LAFE) tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em treinamento com pesos, flexibilidade, comportamento do sistema cardiovascular no repouso e exercício e respostas agudas da força muscular após diferentes modalidades de exercícios

Nelson Hilário Carneiro, Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE)

Possui graduação em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente é professor da Universidade do Oeste Paulista e Coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Programas de Exercícios Físicos no Envelhecimento GEPPEFE. Educador Físico responsavél na Organização Social Athia, tem experiência na área de treinamento com pesos no envelhecimento

Raquel Gonçalves, Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)

Possui graduação em Bacharelado Em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Atualmente é mestranda no programa de pós graduação em Ciências da Motricidade na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Atividade Física pra Terceira Idade, atuando principalmente nos seguintes temas: força muscular, flexibilidade, envelhecimento

Rodrigo Ferreira de Moura, Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)

Possui Bacharelado em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002) e mestrado em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de saúde, sub-area educação física, com ênfase em fisiologia do exercício e endócrino metabólica, atuando principalmente nos seguintes temas: lactacidemia, cinética do consumo de oxigênio, diabetes e síndrome metabólica

Sebastião Gobbi, Universidade Estadual Paulista (UNESP-Rio Claro)

Doutor em Kinesiology - University of Waterloo, Canadá, é livre-docência pela e professor adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) em Rio Claro - SP, desenvolvendo atividades: a) de ensino na graduação e pós-graduação; b) de extensão como coordenador dos projetos Núcleo UNESP-UNATI, Atividade Física para a Terceira Idade Idosos (PROFIT), Atividade Física para para pacientes com doenças de Alzheimer ou de Parkinson; c) de pesquisa como coordenador do Laboratório de Atividade Física e Envelhecimento (LAFE) desenvolvendo projetos na linha de Atividade Física e Saúde, particularmente sobre a relação atividade física x doenças crônicas x capacidade funcional x envelhecimento

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Publicado

2010-01-01

Edição

Seção

Artigos Originais